A redenominação da ANET para Ordem dos Engenheiros Técnicos é uma espécie de Processo Mal Amanhado de Bolonha. Bacharelato passou a Licenciatura, agora Associação passa a Ordem e um dia destes, Engenheiro Técnico passa a Engenheiro e Enfermeiro passa a Médico.
É um processo que se popularizou em Portugal nos últimos anos, que induz confusão e que tem objectivos pouco claros.
A tentativa de misturar competências que a antiga ANET tem tentado impor, desde a infame Portaria n.º 1379/2009 não traz, em última análise, benefícios a ninguém, nem aos Engenheiros Técnicos, nem aos Licenciados em Engenharia nem aos Engenheiros e muito menos à Engenharia e ao País.
Qualquer dos componentes de um Projecto de Engenharia ou Empreendimento é indispensável, assim como, analogamente, é indispensável para o diagnóstico e tratamento hospitalar que cada um dos profissionais da saúde interaja de forma correcta e não ultrapasse as suas competências. Os papeis do Engenheiro, do Medidor, do Desenhador, do Engenheiro Técnico, do Dactilógrafo e do Técnico de Laboratório são igualmente importantes, mas a Dactilógrafa será com certeza um desastre em AutoCAD assim como o Medidor terá sérias dificuldades em dimensionar uma viga.
Não é verdade que 3 anos de educação é “a mesma coisa” que 5 anos ou que estudar 5 anos num politécnico é a mesma coisa que estudar 5 anos numa Universidade. O surgimento de cursos de “engenharia” em todas as cidades do país veio também potenciar a confusão e má interpretação quanto ao que é a Engenharia e o que é a Engenharia Técnica.

Muito bem escrito e objectivo. Finalmente alguém sem papas na língua que trata os bois pelos nomes e escreve aquilo que tem de ser dito em vez das falinhas mansas com que a Ordem dos Engenheiros tratou a Portaria n.º 1379/2009
Por Helena Matias | 30 de Junho de 2011, 19:56nao sei porque nao inclui os arqutetos no rol de profissões? de certeza que foi esquecimento
Por antonio | 17 de Fevereiro de 2012, 22:15Como engenheira técnica, somente me apraz verificar que a minha formação é reconhecida, e que a tentativa de descriminação por parte da ordem dos engenheiros e da sua ordem, não faz qualquer sentido. E possuo 5 (cinco) anos de formação basica de engenharia, mais dois anos de gestão,tudo antes de bolonha,e estou agora a efectuar o doutoramento em engenharia, e apenas sou engenheira técnica! Por isso, apoio a ordem dos engenheiros técnicos, mas creio que as competências estão bem defenidas e delimitadas, e penso que as duas ordens agora possuem condições para se fundir, sempre que os engenheiros técnicos não sejam rebaixados pelo sr.s doutores engenheiros como meros trolhas, ou no meu caso, electropedreira.
Por Angela Roma | 11 de Julho de 2011, 10:53Acho que está a confundir formação académica com qualificação profissional. Além disso, se frequentou um curso de Engenharia Técnica, não há razão nenhuma para lhe ser atribuído o título de Engenheira (independentemente do número de anos que estudou), que só pode ser atribuído pela Ordem dos Engenheiros . Tal como o Filipe refere no seu artigo de opinião, se estudou Enfermagem, não é lógico que seja qualificada como Doutora ou Médica.
Por Bruno Santos | 11 de Julho de 2011, 11:04Mas que confusão vai nessa “cabeça” por ventura conhece em Portugal algum curso superior com a designação de engenharia Técnica ????
Por capataz | 21 de Outubro de 2011, 0:29Precisamente, infelizmente não há. Daí a confusão. É tudo corrido a “Engenharia Civil”, sejam cursos de 3 anos, de 5 anos, em politécnicos, em universidades. Penso que essa confusão dá jeito a muita gente…
Por Bruno Santos | 21 de Outubro de 2011, 1:13Meu Caro Filipe…Pinto!
Ponto nº1)
Quem frequentou o curso de Engenharia deverá ser reconhecido como Engenheiro.
Quem frequentou o curso de Engenharia Técnica deverá ser reconhecido como Engenheiro Técnico.
PONTO FINAL! Não existe qualquer mistura de competências.
Ponto nº2)
Gostaria de ver muitos desses DITOS ENGENHEIROS, submeterem-se aos exames a que OE obriga efectuar, aos licenciados não por ela reconhecidos. GARANTO-LHE QUE HAVERIA MUITAS SURPRESAS E MUITO DESAGRADÁVEIS.
Ponto nº3)
Chega de corporativismo!!!
Ponto nº4) VAMOS TODOS TRABALHAR EM CONJUNTO E IMPULSIONAR ESTE PAÍS!!!
Por Pedro David | 11 de Julho de 2011, 19:43Ponto nº1) Não foi isso precisamente que o autor referiu, cada macaco no seu galho? No entanto a ANET sempre se primou por tentar semear a confusão nas competências.
Ponto nº2) Isso é uma opinião pessoal sem qualquer fundamento. Em que é que se baseia para afirmar isso? Tentou passar no exame, não conseguiu e acha que mais ninguém consegue?
Ponto nº3) Novamente, se há aqui atitudes corporativistas é da parte da Ordem dos Engenheiros Técnicos e não da OE.
Ponto nº4) Nada a apontar.
Por Nélia Gomes | 11 de Julho de 2011, 21:28Filipe!
Consulte a página da Ordem… tudo ao contrário do seu pomposo comentário…
Afinal os enfermeiros passaram a quê? A veterinários?
Sempre ouvi dizer: “Não cuspas para o céu … que te pode cair em cima!.´
Por Pedro David | 11 de Julho de 2011, 21:19não acho que haja confusão nenhuma.
um licenciado em engenharia civil em universidade reconhecida que se andou a matar durante 5 anos, com estágio da ordem é engenheiro, um tipo como eu com um bacharelato de fim de semana e uns projectos de 1ªclasse é…engenheiro. Não tem nada a ver….espera…
porreiro pá!
Por Engenheiro Socas | 11 de Julho de 2011, 21:43Ponto nº3) Estou no “terreno” já há alguns anos…
Vejo as competências demonstradas pelos Engenheiros e pelos Engenheiros Técnicos….Existem bons profissionais em ambas as classes e…também profissionais menos bons…!
Não é portanto o reconhecimento por parte da OE que nos garante que temos um bom profissional…!Longe disso…
O Profissional de Engenharia vai complementando e consolidando a sua competência ao longo da vida profissional.
É simplesmente o que tenho observado, nada mais que isso…
Por Pedro David | 11 de Julho de 2011, 22:42Caro, a confusão que vai nessa cabeça. Mais uma vez está a misturar qualificação com experiência profissional. Ninguém garante nada nesta vida, a OE simplesmente apresenta parâmetros de formação.
E ainda não explicou em que é que se baseou para afirmar que os licenciados formados em universidades acreditadas não conseguiriam passar no exame da ordem.
Por Nélia Gomes | 11 de Julho de 2011, 22:53Não se pode confundir a questão de enfermeiros e médicos com questões de engenheiros técnicos e engenheiros.
No caso da engenharia, o engenheiro é um engenheiro técnico com mais formação certificada por instituição de Ensino, dentro da sua área de especialidade.
Enfermeiro é um profissional de um curso diferente de Médico, embora ambos no ramo da saúde. Os enfermeiros podem ser licenciados, mestrados e doutorados, mas são Enfermeiros e assumem as responsabilidades que lhes estão inerentes à sua profissão e não aos seus graus académicos.
Os médicos idem. Um mestrado em enfermagem após uma licenciatura de enfermagem não dá um curso de medicina. A “habilitação” de médico não é o prolongamento da “habilitação” de enfermeiro.
O que aconteceu agora com estas duas Ordens de Engenheiros, é que parece que se considera que são duas profissões diferentes, um engenheiro técnico pode ser mestrado e doutorado e continua a ser engenheiro técnico.
Anteriormente, uma licenciatura em engenharia era o prolongamento natural de um bacharelato em engenharia, portanto a denominação profissional de “Engenheiro” era o prolongamento natural da denominação profissional de “Engenheiro Técnico”. Cada um exercia a sua actividade com as responsabilidades da sua “habilitação”.
Qualquer engenheiro técnico, se assim o desejasse, poderia subir “na hierarquia académica”, adquirindo mais competências certificadas por Entidade de Ensino, fazendo a licenciatura. Uma das grandes lacunas de cursos de três anos é a Concepção e Cálculo estrutural e mesmo em alguns de 5 anos. Isto não quer dizer que um profissional com três anos não a faça, mas existe uma lacuna inicial em termos teóricos.
Agora existe outra Ordem em engenharia, que enquanto associação aspirava, para os seus associados com cursos de três anos, todas as competências das pessoas com cursos de 5 anos. Um adquirir administrativo de competências que deveriam ser certificadas por uma Instituição de Ensino. Um engenheiro técnico, entrando no mercado de trabalho mais cedo, até tem muitas competências que adquirirá na prática, mais cedo. Porque não as certifica por entidade de ensino, tirando a licenciatura ou o actual mestrado, quando tiver oportunidade?
Se se considera que um licenciado pré-Bolonha não é totalmente equivalente a um mestre pós-bolonha, quando a diferenção é praticamente nula, porque é que se deverá reconhecer administrativamente que um curso de 3 anos é igual a um de 5 anos?
A confusão está instalada por causa da Ordem dos Engenheiros. Perdeu a oportunidade ao longo dos anos de ser a referência última e única da Engenharia em Portugal, poderia ter aceite como membros pessoas com cursos académicos de 5 anos e de 3 anos, de qualidade reconhecida pela OE, separando as suas competências, colocando-as em complementaridade e ser o ponto atractivo do desenvolvimento da Engenharia em Portugal. Mas não fez, infelizmente para tantos profissionais.
Como se resolve?
As duas Ordens unirem-se numa só. Mas agora a denominação de “bastonário” também na OET criou dois galos de capoeira em vez de um que lutarão para manter os seus cargos.
Por C. V. | 13 de Julho de 2011, 15:32Concordo com alguns aspectos apontados, mas com outros, nem por isso, nomeadamente não acho que o título de Engenheiro seja um prolongamento natural de Engenheiro Técnico. De qualquer forma, excelente análise. Parabéns.
Por Patrícia Lemos | 13 de Julho de 2011, 16:02Sabe, até concordo com a sua opinião.
No entanto referia-me a que uma pessoa que estudava um curso de três anos poderia utilizar a denominação profissional dada pela Lei, que é “Engenheiro Técnico”. Depois, poderia fazer mais dois anos, mais ou menos, na mesma ou noutra instituição de ensino para ficar com a licenciatura e com essa licenciatura, claro se acreditada na OE, inscrevia-se na OE e poderia utilizar o título de Engenheiro.
O que quis dizer com prolongamento é que as matérias de um curso de três anos são complementadas posteriormente com as matérias necessárias para ficar o curso de cinco anos, dentro da mesma área, e quer se queira quer não, utilizava-se como referência os planos dos cursos e especializações das escolas de engenharia mais reconhecidas em Portugal.
Tinha em mente o exemplo de um curso 3+2 pré-Bolonha de um politécnico, porque na universidade já era de 5 anos seguidos.
Assim como, actualmente, penso que um aluno do politécnico está melhor preparado com o curso de três anos que o aluno da universidade com o curso de três anos desta, porque o primeiro sempre foi profissionalizante e o da universidade foi uma licenciatura partida em 3+2, com uma primeira parte mais teórica que a parte equivalente do curso no politécnico.
Os dois com o curso de 5 anos, depende da competência dos mesmos, da área de trabalho, da instituição de ensino de onde provêm, caracteristicas do trabalho a fazer, etc…
Dou este exemplo real:
Um administrador da empresa onde trabalho precisou de contratar, no inicio deste ano, uns engenheiros mecânicos para um novo projecto de construção mecânica “à antiga”.
E ele foi bastante claro na especificação das habilitações das pessoas a contratar: disse, textualmente,
- “para trabalhar na equipa de concepção do projecto, quero um Eng. Mecânico do IST, não apenas com o mestrado de bolonha ou licenciado pré-bolonha, mas que no curso tenha tido obrigatoriamente umas disciplinas opcionais (que indicou) no âmbito de cálculo das estruturas mecânicas. Prefiro com alguma experiência mas eu irei supervisionar os cálculos, já que sou o responsavel de tudo e a responsabilidade é muita.”.
- “para trabalhar na linha de produção e gerir a produção, operários, materiais, máquinas, cumprimento de prazos, não quero ninguém do IST. Quero um Eng. Mecânico do ISEL, de manutenção, porque “esse pessoal” consegue planear e gerir a linha de produção facilmente e não quero lá tipos de gabinete.”
Este exemplo que eu dei, real, mostra a mais valia de uns cursos em relação a outros e é assim mesmo, quer se queira quer não, assim como a mais valia de cursos de três anos, de cinco anos, antigos e actuais.
Nota: para ninguém implicar com as instituições de ensino que referi ;), o projecto decorre na área da Grande Lisboa e como tal acho que ele preferiu pessoas de instituições da área de localização do projecto. :)
Por CV | 13 de Julho de 2011, 17:57Concordo plenamente consigo. Como estudante de engenharia numa das maiores Universidades da país, nao me considero nem melhor nem pior que os meus colegas do Politécnico, e admito que possam até concorrer comigo, se completarem também um mestrado após os 3 anos do 1ºciclo. Basta ir ao site da ordem dos engenheiros, para ver a lista de cursos de engenharia de politécnicos, que após a conclusão do mestrado poderão entrar para a OE e não para OET. Já quanto a comparações com os cursos de saúde, isso só demonstra a falta de conhecimento na área, e quem não sabe o que se passa nas outras áreas, nao deveria fazer comparações.
Por Carla | 30 de Janeiro de 2012, 18:46CV
Parabéns pela sua excelente análise!
Por Pedro David | 13 de Julho de 2011, 23:06Alguma alma bondosa me explica o que é a engenharia técnica ?
Já agora os Professores dos engenheiros técnicos tiraram o curso onde ?
Por Bob-o-construtor | 10 de Agosto de 2011, 15:34Caramba,
ninguém se entende.
Clarificando uma coisa, andam os Srs Engºs preocupados com quê? Que um Engº técnico possa fazer o calculo da barraca ao lado, ou que possa fazer o calculo da ponte corrente que aí vem?
Será que sabem, e parece-me que não, que um engº técnico para fazer o dito projecto da ponte necessita de 13 anos de experiência profissional confirmada no ramo e estar inscrito na secção de estruturas ( onde lhe exigem um curriculo extradordinário ou um Mestrado em engª civil, não interessa se de politécnico ou Universitário ).
Ao engº, ao tal de 5 anitos, a OE permite-lhe fazê-lo sem qualquer experiência fora a do estágio.
Em resumo, ambos têm a mesma qualificação académica mas ao engº técnico é-lhe exigido 13 anos de experiência profissional em estruturas.
Afinal, quem garante qualidade.
Garanto, a OET.
Por Carlos Manuel | 27 de Setembro de 2011, 23:20Pois, pois…
Até a OE admite os bachareis dos tempos modernos vulgo licenciados pós-bolonha.
Bastou verem as receitas da quotização a baixar para mandar às couves as firmes convicções na qualidade da formação académica de algumas escolas da nossa praça.
Boas festas.
Por Pedro LaSalle | 18 de Dezembro de 2011, 17:05É muito agradável ler esta pequena crónica e alguns dos comentários e verificar que a maioria de quem os escreve demonstra um ponto de vista rupestre e demagógico quando fala que um enfermeiro está um nível abaixo do médico. Muitos parabéns a esses egos inflamados. Deixo-vos as palavras que ouvi de um professor que tive e que lembrava que antes de oferecer-mos a nossa opinião, primeiro devemos saber sobre o que estamos a falar.
Caro Filipe Pinto e apoiantes, desejo profundamente que não seja necessário ficarem numa cama de hospital para só aí darem reconhecimento à profissão de enfermeiro. Sou médico internista há 25 anos e a minha profissão desenrola-se em complementariedade com a do enfermeiro, temos funções distintas e partilhamos o mesmo grau académico, licenciado.
Respeitem os enfermeiros e preocupem-se em serem bons profissionais ao invés de se indignarem com questões de denominação ou prefixos.
Por Eduardo Freire | 19 de Dezembro de 2011, 2:09“um enfermeiro está um nível abaixo do médico” ? Essa foi uma conclusão que tirou sozinho, na sua posição de médico, porque em nenhuma parte do meu texto referi isso, muito pelo contrário. Simplesmente escrevi que cada um não deve ultrapassar “as suas competências” e que ambos “são igualmente importantes”. Além de seguir o conselho do seu professor, devia também aprender a ler com atenção antes de comentar.
Por Filipe Pinto | 19 de Dezembro de 2011, 10:15Este artigo tem pouco teor informativo e nota-se claramente que quem o escreveu pertence à elite da OE.
A comparação entre enfermeiros e médicos é infeliz visto que ambas as profissões têm ordens especificas e competências diferentes na área da saúde, assim como engenheiros e engenheiros técnicos têm também as suas ordens e algumas competência diferentes na área da engenharia. Concordo que bolonha foi mal amanhado, mas apenas porque se trocaram os nomes ás coisas. Se continuasse a chamar-se bacharelato e licenciatura não havia tanta confusão. Como mudou é lógico que as ordens se adaptem ás mudanças. No fundo continuou tudo na mesma OET/ANET cursos de 3 anos, OE cursos de 5 anos, não vejo diferenças. Por passar a ordem dos engenheiros técnicos não é com o objectivo de deixarem de ser técnicos para passarem a ser só engenheiros. Quanto a cursos no politécnico ou na universidade terem mais ou menos qualidade também é uma comparação estúpida de quem não conhece a realidade dos vários casos. Como se explica então que as médias de entrada em certos politécnicos sejam mais altas que em algumas universidades? como se explica que a empregabilidade de certos politécnicos seja maior do que algumas universidades? Como se explica a inexistência de equipamentos e condições para o ensino em certas universidades onde há politécnicos com excelentes condições? Este artigo é completamente faccioso e deturpador da realidade
Por Miguel Barreto | 30 de Janeiro de 2012, 23:18É um artigo de opinião, é natural que ache que tem ‘pouco teor informativo’.
Também não sei o que é a elite da OE, devia explicar melhor isso para toda a gente perceber. Refere-se às centenas de membros da OE ou acha que existe uma espécie de grupo reservado, secreto, ao jeito maçónico dentro da OE?
Parece-me que tal como o Eduardo Freire, não leu o artigo com atenção, ou o interpretou de acordo com a sua conveniência. Chamo por isso a sua atenção para o 4º parágrafo:
‘Qualquer dos componentes de um Projecto de Engenharia ou Empreendimento é indispensável, assim como, analogamente, é indispensável para o diagnóstico e tratamento hospitalar que cada um dos profissionais da saúde interaja de forma correcta e não ultrapasse as suas competências.’
Por Filipe Pinto | 31 de Janeiro de 2012, 12:10Ui, pelo tom de revolta parece-me que o Miguel Barreto é mais um engenheiro técnico (ou nem isso) frustrado. Não se preocupe, há muitos por esse país fora, assim como há engenheiros e doutores.
E a sua observação de que os politécnicos são superiores às universidades faz todo o sentido, não haja dúvida. Basta olhar para o isel e o técnico, o isep e a feup ou o isec e a uc.
Por Clara Alves | 31 de Janeiro de 2012, 13:05Quando disse elite da OE estou a falar do elitismo de alguns que por pertencerem à OE pensam que são seres superiores. Como é óbvio não estou a generalizar. Meus amigos já vi bons e maus profissionais da OE ou da OET. Eu não estou inscrito na OE por opção visto que tenho 5 anos de formação. Eu não disse que os politécnicos são superiores ou inferiores, o que eu disse foi que não se pode generalizar visto que a OE não tem só engenheiros da Feup e do IST que reconheço que são boas faculdades, mas também há más universidades reconhecidas e bons politécnicos não reconhecidos. Já que falas no ISEL é dos poucos politécnicos que é reconhecido pela OE, por acaso. O mercado encarrega-se de escolher e seleccionar os bons dos maus profissionais e essa é a avaliação mais verdadeira
Por Miguel Barreto | 31 de Janeiro de 2012, 15:39Não estás inscrito na ordem dos engenheiros por opçao?
Isso parece desculpa de mau pagador
Ou a tua universidade não era reconhecida ou não passaste no exame da ordem ou nunca tiveste coragem de o ir fazer
Ninguem fica fora da sua ordem profissional porque lhe apetece
Acho de mau gosto vires para aqui menosprezar quem se esforçou para fazer o exame e entrar na ordem e investiu muito para adquirir a carteira profissional
Por valadas | 31 de Janeiro de 2012, 17:03Sou Engenheiro técnico. A verdade é que ainda estou a analisar, já que tenho a possibilidade de fazer a inscrição na OE. Mas na verdade não é isso nunca me preocupou até muito recentemente. Digo, e na minha opinião, que para mim não existe nenhuma diferença entre engenheiros técnicos e engenheiros, salvo se existirem diferentes graus académicos na formação como é natural. Para mim, e ressalvo mais uma vez, que esta é a na minha opinião, não são estas duas profissões diferentes, mas apenas uma separada por interesses. Felizmente já tive a oportunidade de trabalhar diariamente tanto com engenheiros como com engenheiros técnicos, e tenho a dizer que a qualidade varia com as capacidades e não com títulos, marcas e rótulos ou etiquetas. Como já foi anteriormente expressado aqui, existem muitos interesses em ambas as ordens que impedem das mesmas se dedicarem ao que realmente interessa. O que me leva neste momento a ponderar a minha inscrição na OE são duas razões importantes para mim, primeiro é a falta de reconhecimento que de tempos a tempos os membros da OET sofrem, como por exemplo a recente seleção de Peritos para a avaliação de imóveis. E a Segunda e talvez mais importante para mim é a notória falta de vontade da OET contribuir para a evolução da Engenharia em Portugal, perdendo-se em lugares sombrios, talhando apenas caminhos que levam ao confronto e nada mais. Sei que posso cair no erro, já que também a OE parece mais importada “destruição” do que na construção. Mais uma vez, todos estes interesses giram à volta de uma coisa.. Dinheiros, cacau, perlimpimpim, pastel, cheta, guita, o que queiram chamar.. Difícil será agora melhorar já que estão criadas duas ordens (que não conseguem fazer o trabalho de uma) que não se dedicam realmente ao que nós profissionais de engenharia desejaríamos. Tantas questões por resolver..Esperava para bem que as águas corressem sempre para o mesmo lado, mas não antevejo isso, antes pelo contrário.
Resumindo, deveríamos preocupar-nos com a atuação responsável das ordens e não com os nossos títulos.
Por Alexandre Santos | 12 de Março de 2012, 11:37Na verdade existe uma diferença abissal entre um curso de engenharia universitaria no IST ( 5 anos) e um curso de Agente Técnico – após 24 bril de 74 passaram-se a auto-denominar-se de Engºs Técnicos – antes o curso tinha duração de 4 anos dia e 7 anos á noite ( hoje são 3 anos). Eu próprio conclui esse curso ( com média17) e depois concluí os 5 anos no IST e sei bem diferenciar os niveis de exigencia nos 2 casos – é um abismo. A seguir A 74 criaram-se os bacharelatos e procurou-se estabelecer programas aparentemente similares aos do IST, mas sem profundidade destes. Com a criação dos Politecnicos só o ISEL, IPP e IPC são dignos representantes dos antigos institutos industriais, os restantes que pululam por todo o país são aberraçoes de cursos de engenharia. Enquanto os engenheiros tem uma formação orientada para concepção( veja-se a formação das Escolas Supeiores Francesas comparadas com os cursos DUT- Agent Técnic) e os, chamemos-lhes Engos técnicos ( na verdade não existe engenharia técnica existem técnicos especializados) estes tem ( ou deviam ter) formação orientada para a execução operacional em sistemas/ instalaçoes. Mas com a tenativa de tornar estas escolas cada vez mais parecidas ás universidades ( com graus académicos iguais, só faltam dar doutoramentos) mas com deficiências de formação básica e assim perdeu-se a oportunidade de termos bons técnicos intermédios e os politécnicos não são mais qo que universidades de 2ª, ou seja, não preparam os técnicos necessários para a industria ( bastavam cursos de 2 anos) nem os engenheiros com preparação avançada para projectos de elevda complexidade. Já agora convinha lembrar que a maior parte dos profs das escolas referidas acima são licenciados oriundos das escolas universitárias de engª (IST, FCTC e FEP) e também de oytos com o IPS, IPG, etc. As actuais licenciaturas de bolonha, a meu ver, até são inferiores aos bacharelatos anteriores em termos gerais de conteudos. Em conversas tecnicas tidas com novos graduados tive oportunidade de varificar a ausencia de conhtos básicos de matérias que deviam ter uma ideia geral. Já para nao falar dos pseydo-cursos de engengaria recentemente iniciados em univ privadas em que os corpo docente são na maioria profs de matematica e de ciencias que nada tema a vrt com a engenahria, Num dos cursos o programa era similar (ou até inferior)aso dos cursos profissionais do secundario de electrónica.Mas estamos todos satisfeitos, a começar pelos responsáveis do ensino superior em Portugal.
Por JAS | 8 de Maio de 2012, 20:35