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A Mal Amanhada Ordem dos Engenheiros Técnicos

A redenominação da ANET para Ordem dos Engenheiros Técnicos é uma espécie de Processo Mal Amanhado de Bolonha. Bacharelato passou a Licenciatura, agora Associação passa a Ordem e um dia destes, Engenheiro Técnico passa a Engenheiro e Enfermeiro passa a Médico.
É um processo que se popularizou em Portugal nos últimos anos, que induz confusão e que tem objectivos pouco claros.
A tentativa de misturar competências que a antiga ANET tem tentado impor, desde a infame Portaria n.º 1379/2009 não traz, em última análise, benefícios a ninguém, nem aos Engenheiros Técnicos, nem aos Licenciados em Engenharia nem aos Engenheiros e muito menos à Engenharia e ao País.
Qualquer dos componentes de um Projecto de Engenharia ou Empreendimento é indispensável, assim como, analogamente, é indispensável para o diagnóstico e tratamento hospitalar que cada um dos profissionais da saúde interaja de forma correcta e não ultrapasse as suas competências. Os papeis do Engenheiro, do Medidor, do Desenhador, do Engenheiro Técnico, do Dactilógrafo e do Técnico de Laboratório são igualmente importantes, mas a Dactilógrafa será com certeza um desastre em AutoCAD assim como o Medidor terá sérias dificuldades em dimensionar uma viga.
Não é verdade que 3 anos de educação é “a mesma coisa” que 5 anos ou que estudar 5 anos num politécnico é a mesma coisa que estudar 5 anos numa Universidade. O surgimento de cursos de “engenharia” em todas as cidades do país veio também potenciar a confusão e má interpretação quanto ao que é a Engenharia e o que é a Engenharia Técnica.

Comentários

  1. Muito bem escrito e objectivo. Finalmente alguém sem papas na língua que trata os bois pelos nomes e escreve aquilo que tem de ser dito em vez das falinhas mansas com que a Ordem dos Engenheiros tratou a Portaria n.º 1379/2009

    Por Helena Matias | 30 de Junho de 2011, 19:56
    • nao sei porque nao inclui os arqutetos no rol de profissões? de certeza que foi esquecimento

      Por antonio | 17 de Fevereiro de 2012, 22:15
    • Pois é… A OE sustenta a falta de qualidade no ensino politécnico no que concerne às competências adequadas para actos de engenharia, naturalmente limitados, por força do numero de anos de estudos. O que a OE deveria fazer por um lado e antes de mais, é excluir da sua organização todos o profissionais que leccionam nos institutos politecnicos, pois são eles que tambem, e à partida, asseguram a qualidade desse ensino que a OE tanto contesta. Ou então temos “tacho” ou os profissionais da OE não tem qualidade.
      Por outro a engenharia técnica está ciente das suas competencias além de que a estrutura de uma lic. Bsc do politécnico confere mais competencias do que a lic em ciencias de engenharia das universidades e por isso aptos a practicar actos definidos de engenharia.Não se trata aqui de um enfermeiro querer ser médico mas sim de aplicar a formação adquirida.
      Já agora pergunto se os membros da OE vão ao dentista? Reconhecem competencia aos médicos-dentistas?

      Por JP | 14 de Novembro de 2012, 22:44
      • De acordo. Já chega dessa retórica de que não é possível aprender em 3 anos o que se aprende em 5. Esta afirmação, seja ela de quem for, não passa de absurda e acontece porque infelizmente haverá sempre “velhos do Restelo”. Frequentei o o ensino superior durante a transição e posso dizer pela experiência própria e dos alunos dos outros cursos com quem partilhei essa fase: num semestre Bolonha trabalhámos o dobro de dois semestres das antigas licenciaturas bi-etápicas e aprendemos o triplo! Meus senhores que gostam de medir a aprendizagem e obtenção de competências pelo passar do tempo: podem, no mínimo, duplicar o período dos 6 semestres das licentiaturas bolonha. Obtidos os 6 anos, duvido que os Licenciados bolonha vos digam para irem estudar mais 1 ano, a fim de estarem em igualdade de circunstâncias…

        Por JSF | 21 de Julho de 2015, 15:36
    • Na minha opnião, não posso julgar ninguem sem conhecer as competências de cada um.
      Existem Engenheiros Civis Arquitetos e Outros que nunca exerceram funções para a qual foram formados. Por outro lado, existem outros Engenheiros Técnicos e outros Técnicos projetista, que durante toda a sua vida ao nível profissional adquiriram competências em contexto de trabalho e troca de conhecimentos com outros técnicos de nível superior e que os reconhecem o seu trabalho e sua responsabilidade.
      Ou seja:
      Um arquiteto que foi foi sempre desenhador, será um bom arquiteto?
      Um arquiteto que se dedicou Agricultura, será um bom arquiteto?
      Um engenheiro civil que esteve num armazem será um bom engenheiro?
      um engenheiro técnico que se dedicou a projetar, calcular, organizar, licênciar, construir, não terá competências? não poderá assinar a responsabilidade dos seus trabalhos?, será que terá que pedir a assinatura de um arquiteto ou engenheiros que por vezes nunca exerceu a sua atividade?

      Por José Manuel Carneiro da Ascensão Fonseca | 20 de Julho de 2017, 11:30
  2. Como engenheira técnica, somente me apraz verificar que a minha formação é reconhecida, e que a tentativa de descriminação por parte da ordem dos engenheiros e da sua ordem, não faz qualquer sentido. E possuo 5 (cinco) anos de formação basica de engenharia, mais dois anos de gestão,tudo antes de bolonha,e estou agora a efectuar o doutoramento em engenharia, e apenas sou engenheira técnica! Por isso, apoio a ordem dos engenheiros técnicos, mas creio que as competências estão bem defenidas e delimitadas, e penso que as duas ordens agora possuem condições para se fundir, sempre que os engenheiros técnicos não sejam rebaixados pelo sr.s doutores engenheiros como meros trolhas, ou no meu caso, electropedreira.

    Por Angela Roma | 11 de Julho de 2011, 10:53
    • Acho que está a confundir formação académica com qualificação profissional. Além disso, se frequentou um curso de Engenharia Técnica, não há razão nenhuma para lhe ser atribuído o título de Engenheira (independentemente do número de anos que estudou), que só pode ser atribuído pela Ordem dos Engenheiros . Tal como o Filipe refere no seu artigo de opinião, se estudou Enfermagem, não é lógico que seja qualificada como Doutora ou Médica.

      Por Bruno Santos | 11 de Julho de 2011, 11:04
      • Mas que confusão vai nessa “cabeça” por ventura conhece em Portugal algum curso superior com a designação de engenharia Técnica ????

        Por capataz | 21 de Outubro de 2011, 0:29
        • Precisamente, infelizmente não há. Daí a confusão. É tudo corrido a “Engenharia Civil”, sejam cursos de 3 anos, de 5 anos, em politécnicos, em universidades. Penso que essa confusão dá jeito a muita gente…

          Por Bruno Santos | 21 de Outubro de 2011, 1:13
      • Caríssimo. Eu não percebo em que é que os sr. Engenheiros da Universidade, com 5 anos de estudos, são melhores que os meros mortais Engenheiros (Técnicos) com os mesmos 5 anos de estudos… Só mesmo no papel!
        Em que é que uma universidade do interior é melhor que o ISEP, por exemplo?

        E já agora escreva do que sabe e não compare medicina a enfermagem pois são profissões totalmente diferentes, com base em formações e ciclos de estudos totalmente diferentes. Um médico não faz o que o enfermeiro faz… e vice versa!

        Por Hugo Lopes | 8 de Junho de 2013, 22:47
    • O que são ET´s?
      Ninguém sabe.Nem eles…

      Por Eng.Manuel Pires Marinho | 18 de Fevereiro de 2013, 16:14
      • Desde quando estudar mais anos (disciplinas para encher que em nada interessam para a aprendizagem final) implica ser ou não ser melhor? Quantos Engenheiros Técnicos não demonstram mais capacidades que os outros Engenheiros? Como em todas as actividades, existem aqueles que tiraram o curso e nem que lá andassem mais 10 anos tinham capacidades profissionais minimas. Deixem de ser seres superiores, as limitações profissionais estão bem explicitas na lei entre os profissionais. Dá-me a impressão que tudo isto contra os Eng. Tecnicos é somente um nervoso muidinho devido às capacidades profissionais que demonstram, alem de nao terem tantas peneiras por serem engenheiros! Os deuses estão no Olimpo, e se não es profissional competente, tanto faz ser tecnico ou não, ——- na mesma!

        Por anónimo | 27 de Julho de 2013, 0:27
  3. Meu Caro Filipe…Pinto!
    Ponto nº1)
    Quem frequentou o curso de Engenharia deverá ser reconhecido como Engenheiro.

    Quem frequentou o curso de Engenharia Técnica deverá ser reconhecido como Engenheiro Técnico.

    PONTO FINAL! Não existe qualquer mistura de competências.

    Ponto nº2)

    Gostaria de ver muitos desses DITOS ENGENHEIROS, submeterem-se aos exames a que OE obriga efectuar, aos licenciados não por ela reconhecidos. GARANTO-LHE QUE HAVERIA MUITAS SURPRESAS E MUITO DESAGRADÁVEIS.

    Ponto nº3)

    Chega de corporativismo!!!

    Ponto nº4) VAMOS TODOS TRABALHAR EM CONJUNTO E IMPULSIONAR ESTE PAÍS!!!

    Por Pedro David | 11 de Julho de 2011, 19:43
    • Ponto nº1) Não foi isso precisamente que o autor referiu, cada macaco no seu galho? No entanto a ANET sempre se primou por tentar semear a confusão nas competências.
      Ponto nº2) Isso é uma opinião pessoal sem qualquer fundamento. Em que é que se baseia para afirmar isso? Tentou passar no exame, não conseguiu e acha que mais ninguém consegue?
      Ponto nº3) Novamente, se há aqui atitudes corporativistas é da parte da Ordem dos Engenheiros Técnicos e não da OE.
      Ponto nº4) Nada a apontar.

      Por Nélia Gomes | 11 de Julho de 2011, 21:28
    • Gostaria também de ver muitos dos frequentadores de cursos reconhecidos pela OE a efectuar a prova. Não chamem burros aos que fizeram os seus cursos no politécnico.
      Eu fiz um mestrado onde coabitaram oriundos de vários estabelecimentos. Não vi qualquer mais-valia nos licenciados nas faculdades. Aliás, só não estão pior preparados porque existe a NET.

      Por João Silva | 19 de Julho de 2014, 19:26
  4. Filipe!

    Consulte a página da Ordem… tudo ao contrário do seu pomposo comentário…

    Afinal os enfermeiros passaram a quê? A veterinários?

    Sempre ouvi dizer: “Não cuspas para o céu … que te pode cair em cima!.´

    Por Pedro David | 11 de Julho de 2011, 21:19
  5. não acho que haja confusão nenhuma.
    um licenciado em engenharia civil em universidade reconhecida que se andou a matar durante 5 anos, com estágio da ordem é engenheiro, um tipo como eu com um bacharelato de fim de semana e uns projectos de 1ªclasse é…engenheiro. Não tem nada a ver….espera…

    porreiro pá!

    Por Engenheiro Socas | 11 de Julho de 2011, 21:43
  6. Ponto nº3) Estou no “terreno” já há alguns anos…
    Vejo as competências demonstradas pelos Engenheiros e pelos Engenheiros Técnicos….Existem bons profissionais em ambas as classes e…também profissionais menos bons…!
    Não é portanto o reconhecimento por parte da OE que nos garante que temos um bom profissional…!Longe disso…
    O Profissional de Engenharia vai complementando e consolidando a sua competência ao longo da vida profissional.
    É simplesmente o que tenho observado, nada mais que isso…

    Por Pedro David | 11 de Julho de 2011, 22:42
    • Caro, a confusão que vai nessa cabeça. Mais uma vez está a misturar qualificação com experiência profissional. Ninguém garante nada nesta vida, a OE simplesmente apresenta parâmetros de formação.
      E ainda não explicou em que é que se baseou para afirmar que os licenciados formados em universidades acreditadas não conseguiriam passar no exame da ordem.

      Por Nélia Gomes | 11 de Julho de 2011, 22:53
  7. Não se pode confundir a questão de enfermeiros e médicos com questões de engenheiros técnicos e engenheiros.
    No caso da engenharia, o engenheiro é um engenheiro técnico com mais formação certificada por instituição de Ensino, dentro da sua área de especialidade.
    Enfermeiro é um profissional de um curso diferente de Médico, embora ambos no ramo da saúde. Os enfermeiros podem ser licenciados, mestrados e doutorados, mas são Enfermeiros e assumem as responsabilidades que lhes estão inerentes à sua profissão e não aos seus graus académicos.
    Os médicos idem. Um mestrado em enfermagem após uma licenciatura de enfermagem não dá um curso de medicina. A “habilitação” de médico não é o prolongamento da “habilitação” de enfermeiro.

    O que aconteceu agora com estas duas Ordens de Engenheiros, é que parece que se considera que são duas profissões diferentes, um engenheiro técnico pode ser mestrado e doutorado e continua a ser engenheiro técnico.
    Anteriormente, uma licenciatura em engenharia era o prolongamento natural de um bacharelato em engenharia, portanto a denominação profissional de “Engenheiro” era o prolongamento natural da denominação profissional de “Engenheiro Técnico”. Cada um exercia a sua actividade com as responsabilidades da sua “habilitação”.
    Qualquer engenheiro técnico, se assim o desejasse, poderia subir “na hierarquia académica”, adquirindo mais competências certificadas por Entidade de Ensino, fazendo a licenciatura. Uma das grandes lacunas de cursos de três anos é a Concepção e Cálculo estrutural e mesmo em alguns de 5 anos. Isto não quer dizer que um profissional com três anos não a faça, mas existe uma lacuna inicial em termos teóricos.

    Agora existe outra Ordem em engenharia, que enquanto associação aspirava, para os seus associados com cursos de três anos, todas as competências das pessoas com cursos de 5 anos. Um adquirir administrativo de competências que deveriam ser certificadas por uma Instituição de Ensino. Um engenheiro técnico, entrando no mercado de trabalho mais cedo, até tem muitas competências que adquirirá na prática, mais cedo. Porque não as certifica por entidade de ensino, tirando a licenciatura ou o actual mestrado, quando tiver oportunidade?
    Se se considera que um licenciado pré-Bolonha não é totalmente equivalente a um mestre pós-bolonha, quando a diferenção é praticamente nula, porque é que se deverá reconhecer administrativamente que um curso de 3 anos é igual a um de 5 anos?

    A confusão está instalada por causa da Ordem dos Engenheiros. Perdeu a oportunidade ao longo dos anos de ser a referência última e única da Engenharia em Portugal, poderia ter aceite como membros pessoas com cursos académicos de 5 anos e de 3 anos, de qualidade reconhecida pela OE, separando as suas competências, colocando-as em complementaridade e ser o ponto atractivo do desenvolvimento da Engenharia em Portugal. Mas não fez, infelizmente para tantos profissionais.
    Como se resolve?
    As duas Ordens unirem-se numa só. Mas agora a denominação de “bastonário” também na OET criou dois galos de capoeira em vez de um que lutarão para manter os seus cargos.

    Por C. V. | 13 de Julho de 2011, 15:32
    • Concordo com alguns aspectos apontados, mas com outros, nem por isso, nomeadamente não acho que o título de Engenheiro seja um prolongamento natural de Engenheiro Técnico. De qualquer forma, excelente análise. Parabéns.

      Por Patrícia Lemos | 13 de Julho de 2011, 16:02
      • Sabe, até concordo com a sua opinião.
        No entanto referia-me a que uma pessoa que estudava um curso de três anos poderia utilizar a denominação profissional dada pela Lei, que é “Engenheiro Técnico”. Depois, poderia fazer mais dois anos, mais ou menos, na mesma ou noutra instituição de ensino para ficar com a licenciatura e com essa licenciatura, claro se acreditada na OE, inscrevia-se na OE e poderia utilizar o título de Engenheiro.
        O que quis dizer com prolongamento é que as matérias de um curso de três anos são complementadas posteriormente com as matérias necessárias para ficar o curso de cinco anos, dentro da mesma área, e quer se queira quer não, utilizava-se como referência os planos dos cursos e especializações das escolas de engenharia mais reconhecidas em Portugal.
        Tinha em mente o exemplo de um curso 3+2 pré-Bolonha de um politécnico, porque na universidade já era de 5 anos seguidos.
        Assim como, actualmente, penso que um aluno do politécnico está melhor preparado com o curso de três anos que o aluno da universidade com o curso de três anos desta, porque o primeiro sempre foi profissionalizante e o da universidade foi uma licenciatura partida em 3+2, com uma primeira parte mais teórica que a parte equivalente do curso no politécnico.
        Os dois com o curso de 5 anos, depende da competência dos mesmos, da área de trabalho, da instituição de ensino de onde provêm, caracteristicas do trabalho a fazer, etc…
        Dou este exemplo real:
        Um administrador da empresa onde trabalho precisou de contratar, no inicio deste ano, uns engenheiros mecânicos para um novo projecto de construção mecânica “à antiga”.
        E ele foi bastante claro na especificação das habilitações das pessoas a contratar: disse, textualmente,
        – “para trabalhar na equipa de concepção do projecto, quero um Eng. Mecânico do IST, não apenas com o mestrado de bolonha ou licenciado pré-bolonha, mas que no curso tenha tido obrigatoriamente umas disciplinas opcionais (que indicou) no âmbito de cálculo das estruturas mecânicas. Prefiro com alguma experiência mas eu irei supervisionar os cálculos, já que sou o responsavel de tudo e a responsabilidade é muita.”.
        – “para trabalhar na linha de produção e gerir a produção, operários, materiais, máquinas, cumprimento de prazos, não quero ninguém do IST. Quero um Eng. Mecânico do ISEL, de manutenção, porque “esse pessoal” consegue planear e gerir a linha de produção facilmente e não quero lá tipos de gabinete.”
        Este exemplo que eu dei, real, mostra a mais valia de uns cursos em relação a outros e é assim mesmo, quer se queira quer não, assim como a mais valia de cursos de três anos, de cinco anos, antigos e actuais.
        Nota: para ninguém implicar com as instituições de ensino que referi ;), o projecto decorre na área da Grande Lisboa e como tal acho que ele preferiu pessoas de instituições da área de localização do projecto. :)

        Por CV | 13 de Julho de 2011, 17:57
    • Concordo plenamente consigo. Como estudante de engenharia numa das maiores Universidades da país, nao me considero nem melhor nem pior que os meus colegas do Politécnico, e admito que possam até concorrer comigo, se completarem também um mestrado após os 3 anos do 1ºciclo. Basta ir ao site da ordem dos engenheiros, para ver a lista de cursos de engenharia de politécnicos, que após a conclusão do mestrado poderão entrar para a OE e não para OET. Já quanto a comparações com os cursos de saúde, isso só demonstra a falta de conhecimento na área, e quem não sabe o que se passa nas outras áreas, nao deveria fazer comparações.

      Por Carla | 30 de Janeiro de 2012, 18:46
    • Concordo em boa parte com o conteúdo do seu comentário. Apesar de haver alguns aspetos que a meu ver estão errados, no global a sua opinião vai ao encontro da minha. Parabéns.

      Por Pedro Santos | 26 de Outubro de 2012, 11:14
    • E o que fazer com os Eng. Técnicos que tiraram o bacharelato de 4 anos e depois obtiveram a licenciatura com a frequencia de mais 2 anos nos ISEs? Será que terão uma formação teórica inferior de quem fez uma licenciatura de 3 anos ou mestrado em 4? Analisem as coisas friamente e não com tiques corporativos.

      Por E.M. | 9 de Novembro de 2012, 17:29
      • de certeza têm; se forem a tempo vão para IST ou FEUP.
        Se foram para o isel foi porque lhes cheirou a fácil. Como disse um antigo matamatico: não caminhos faceis para a matemática

        Por Eng.Manuel Pires Marinho | 8 de Fevereiro de 2013, 19:00
  8. CV
    Parabéns pela sua excelente análise!

    Por Pedro David | 13 de Julho de 2011, 23:06
  9. Alguma alma bondosa me explica o que é a engenharia técnica ?
    Já agora os Professores dos engenheiros técnicos tiraram o curso onde ?

    Por Bob-o-construtor | 10 de Agosto de 2011, 15:34
    • Caramba,
      ninguém se entende.
      Clarificando uma coisa, andam os Srs Engºs preocupados com quê? Que um Engº técnico possa fazer o calculo da barraca ao lado, ou que possa fazer o calculo da ponte corrente que aí vem?
      Será que sabem, e parece-me que não, que um engº técnico para fazer o dito projecto da ponte necessita de 13 anos de experiência profissional confirmada no ramo e estar inscrito na secção de estruturas ( onde lhe exigem um curriculo extradordinário ou um Mestrado em engª civil, não interessa se de politécnico ou Universitário ).
      Ao engº, ao tal de 5 anitos, a OE permite-lhe fazê-lo sem qualquer experiência fora a do estágio.
      Em resumo, ambos têm a mesma qualificação académica mas ao engº técnico é-lhe exigido 13 anos de experiência profissional em estruturas.
      Afinal, quem garante qualidade.
      Garanto, a OET.

      Por Carlos Manuel | 27 de Setembro de 2011, 23:20
    • Acontece que um Engenheiro (IST) á partida é já um técnico. Os actos de engenharia são actos técnicos.
      Portanto os auto designados ET´s são ETT´s, existe uma redundancia na designação que adotaram.Explica-se porque a vaidade dessa gente tinha de incluir Eng.º na sua designação profissional.Como não podiam adoptar Eng.º apenas, acrescentaram o Técnico.
      Em ultima analise ET não significa nada.Na europa civilizada os ET são “Peritos Industriais”, é um desgnaçãp elegante e á partida informa que eles (esses) são bons.

      Por Eng.Manuel Pires Marinho | 17 de Fevereiro de 2013, 18:29
  10. Pois, pois…

    Até a OE admite os bachareis dos tempos modernos vulgo licenciados pós-bolonha.

    Bastou verem as receitas da quotização a baixar para mandar às couves as firmes convicções na qualidade da formação académica de algumas escolas da nossa praça.

    Boas festas.

    Por Pedro LaSalle | 18 de Dezembro de 2011, 17:05
  11. É muito agradável ler esta pequena crónica e alguns dos comentários e verificar que a maioria de quem os escreve demonstra um ponto de vista rupestre e demagógico quando fala que um enfermeiro está um nível abaixo do médico. Muitos parabéns a esses egos inflamados. Deixo-vos as palavras que ouvi de um professor que tive e que lembrava que antes de oferecer-mos a nossa opinião, primeiro devemos saber sobre o que estamos a falar.
    Caro Filipe Pinto e apoiantes, desejo profundamente que não seja necessário ficarem numa cama de hospital para só aí darem reconhecimento à profissão de enfermeiro. Sou médico internista há 25 anos e a minha profissão desenrola-se em complementariedade com a do enfermeiro, temos funções distintas e partilhamos o mesmo grau académico, licenciado.
    Respeitem os enfermeiros e preocupem-se em serem bons profissionais ao invés de se indignarem com questões de denominação ou prefixos.

    Por Eduardo Freire | 19 de Dezembro de 2011, 2:09
    • “um enfermeiro está um nível abaixo do médico” ? Essa foi uma conclusão que tirou sozinho, na sua posição de médico, porque em nenhuma parte do meu texto referi isso, muito pelo contrário. Simplesmente escrevi que cada um não deve ultrapassar “as suas competências” e que ambos “são igualmente importantes”. Além de seguir o conselho do seu professor, devia também aprender a ler com atenção antes de comentar.

      Por Filipe Pinto | 19 de Dezembro de 2011, 10:15
  12. Este artigo tem pouco teor informativo e nota-se claramente que quem o escreveu pertence à elite da OE.
    A comparação entre enfermeiros e médicos é infeliz visto que ambas as profissões têm ordens especificas e competências diferentes na área da saúde, assim como engenheiros e engenheiros técnicos têm também as suas ordens e algumas competência diferentes na área da engenharia. Concordo que bolonha foi mal amanhado, mas apenas porque se trocaram os nomes ás coisas. Se continuasse a chamar-se bacharelato e licenciatura não havia tanta confusão. Como mudou é lógico que as ordens se adaptem ás mudanças. No fundo continuou tudo na mesma OET/ANET cursos de 3 anos, OE cursos de 5 anos, não vejo diferenças. Por passar a ordem dos engenheiros técnicos não é com o objectivo de deixarem de ser técnicos para passarem a ser só engenheiros. Quanto a cursos no politécnico ou na universidade terem mais ou menos qualidade também é uma comparação estúpida de quem não conhece a realidade dos vários casos. Como se explica então que as médias de entrada em certos politécnicos sejam mais altas que em algumas universidades? como se explica que a empregabilidade de certos politécnicos seja maior do que algumas universidades? Como se explica a inexistência de equipamentos e condições para o ensino em certas universidades onde há politécnicos com excelentes condições? Este artigo é completamente faccioso e deturpador da realidade

    Por Miguel Barreto | 30 de Janeiro de 2012, 23:18
    • É um artigo de opinião, é natural que ache que tem ‘pouco teor informativo’.
      Também não sei o que é a elite da OE, devia explicar melhor isso para toda a gente perceber. Refere-se às centenas de membros da OE ou acha que existe uma espécie de grupo reservado, secreto, ao jeito maçónico dentro da OE?
      Parece-me que tal como o Eduardo Freire, não leu o artigo com atenção, ou o interpretou de acordo com a sua conveniência. Chamo por isso a sua atenção para o 4º parágrafo:
      ‘Qualquer dos componentes de um Projecto de Engenharia ou Empreendimento é indispensável, assim como, analogamente, é indispensável para o diagnóstico e tratamento hospitalar que cada um dos profissionais da saúde interaja de forma correcta e não ultrapasse as suas competências.’

      Por Filipe Pinto | 31 de Janeiro de 2012, 12:10
    • Ui, pelo tom de revolta parece-me que o Miguel Barreto é mais um engenheiro técnico (ou nem isso) frustrado. Não se preocupe, há muitos por esse país fora, assim como há engenheiros e doutores.
      E a sua observação de que os politécnicos são superiores às universidades faz todo o sentido, não haja dúvida. Basta olhar para o isel e o técnico, o isep e a feup ou o isec e a uc.

      Por Clara Alves | 31 de Janeiro de 2012, 13:05
      • Já agora diga que diferenças é que conhece entre esses estabelecimentos de ensino que menciona. E já agora não quer comparar as diferenças entre a FEUP e o Técnico ou entre o ISEL e o ISEP e porque não entre a UC e o ISEP. Será que existem também muitas diferenças?

        Por E.M. | 9 de Novembro de 2012, 17:44
  13. Quando disse elite da OE estou a falar do elitismo de alguns que por pertencerem à OE pensam que são seres superiores. Como é óbvio não estou a generalizar. Meus amigos já vi bons e maus profissionais da OE ou da OET. Eu não estou inscrito na OE por opção visto que tenho 5 anos de formação. Eu não disse que os politécnicos são superiores ou inferiores, o que eu disse foi que não se pode generalizar visto que a OE não tem só engenheiros da Feup e do IST que reconheço que são boas faculdades, mas também há más universidades reconhecidas e bons politécnicos não reconhecidos. Já que falas no ISEL é dos poucos politécnicos que é reconhecido pela OE, por acaso. O mercado encarrega-se de escolher e seleccionar os bons dos maus profissionais e essa é a avaliação mais verdadeira

    Por Miguel Barreto | 31 de Janeiro de 2012, 15:39
    • Não estás inscrito na ordem dos engenheiros por opçao?
      Isso parece desculpa de mau pagador
      Ou a tua universidade não era reconhecida ou não passaste no exame da ordem ou nunca tiveste coragem de o ir fazer
      Ninguem fica fora da sua ordem profissional porque lhe apetece
      Acho de mau gosto vires para aqui menosprezar quem se esforçou para fazer o exame e entrar na ordem e investiu muito para adquirir a carteira profissional

      Por valadas | 31 de Janeiro de 2012, 17:03
    • Politécnicos reconhecidos antes de bolhonha?

      Dois: ISEL e ISEP (4 cursos).

      Cumprimentos,
      Francisco Coutinho

      Por Francisco Coutinho | 7 de Setembro de 2012, 23:35
  14. Sou Engenheiro técnico. A verdade é que ainda estou a analisar, já que tenho a possibilidade de fazer a inscrição na OE. Mas na verdade não é isso nunca me preocupou até muito recentemente. Digo, e na minha opinião, que para mim não existe nenhuma diferença entre engenheiros técnicos e engenheiros, salvo se existirem diferentes graus académicos na formação como é natural. Para mim, e ressalvo mais uma vez, que esta é a na minha opinião, não são estas duas profissões diferentes, mas apenas uma separada por interesses. Felizmente já tive a oportunidade de trabalhar diariamente tanto com engenheiros como com engenheiros técnicos, e tenho a dizer que a qualidade varia com as capacidades e não com títulos, marcas e rótulos ou etiquetas. Como já foi anteriormente expressado aqui, existem muitos interesses em ambas as ordens que impedem das mesmas se dedicarem ao que realmente interessa. O que me leva neste momento a ponderar a minha inscrição na OE são duas razões importantes para mim, primeiro é a falta de reconhecimento que de tempos a tempos os membros da OET sofrem, como por exemplo a recente seleção de Peritos para a avaliação de imóveis. E a Segunda e talvez mais importante para mim é a notória falta de vontade da OET contribuir para a evolução da Engenharia em Portugal, perdendo-se em lugares sombrios, talhando apenas caminhos que levam ao confronto e nada mais. Sei que posso cair no erro, já que também a OE parece mais importada “destruição” do que na construção. Mais uma vez, todos estes interesses giram à volta de uma coisa.. Dinheiros, cacau, perlimpimpim, pastel, cheta, guita, o que queiram chamar.. Difícil será agora melhorar já que estão criadas duas ordens (que não conseguem fazer o trabalho de uma) que não se dedicam realmente ao que nós profissionais de engenharia desejaríamos. Tantas questões por resolver..Esperava para bem que as águas corressem sempre para o mesmo lado, mas não antevejo isso, antes pelo contrário.
    Resumindo, deveríamos preocupar-nos com a atuação responsável das ordens e não com os nossos títulos.

    Por Alexandre Santos | 12 de Março de 2012, 11:37
  15. Na verdade existe uma diferença abissal entre um curso de engenharia universitaria no IST ( 5 anos) e um curso de Agente Técnico – após 24 bril de 74 passaram-se a auto-denominar-se de Engºs Técnicos – antes o curso tinha duração de 4 anos dia e 7 anos á noite ( hoje são 3 anos). Eu próprio conclui esse curso ( com média17) e depois concluí os 5 anos no IST e sei bem diferenciar os niveis de exigencia nos 2 casos – é um abismo. A seguir A 74 criaram-se os bacharelatos e procurou-se estabelecer programas aparentemente similares aos do IST, mas sem profundidade destes. Com a criação dos Politecnicos só o ISEL, IPP e IPC são dignos representantes dos antigos institutos industriais, os restantes que pululam por todo o país são aberraçoes de cursos de engenharia. Enquanto os engenheiros tem uma formação orientada para concepção( veja-se a formação das Escolas Supeiores Francesas comparadas com os cursos DUT- Agent Técnic) e os, chamemos-lhes Engos técnicos ( na verdade não existe engenharia técnica existem técnicos especializados) estes tem ( ou deviam ter) formação orientada para a execução operacional em sistemas/ instalaçoes. Mas com a tenativa de tornar estas escolas cada vez mais parecidas ás universidades ( com graus académicos iguais, só faltam dar doutoramentos) mas com deficiências de formação básica e assim perdeu-se a oportunidade de termos bons técnicos intermédios e os politécnicos não são mais qo que universidades de 2ª, ou seja, não preparam os técnicos necessários para a industria ( bastavam cursos de 2 anos) nem os engenheiros com preparação avançada para projectos de elevda complexidade. Já agora convinha lembrar que a maior parte dos profs das escolas referidas acima são licenciados oriundos das escolas universitárias de engª (IST, FCTC e FEP) e também de oytos com o IPS, IPG, etc. As actuais licenciaturas de bolonha, a meu ver, até são inferiores aos bacharelatos anteriores em termos gerais de conteudos. Em conversas tecnicas tidas com novos graduados tive oportunidade de varificar a ausencia de conhtos básicos de matérias que deviam ter uma ideia geral. Já para nao falar dos pseydo-cursos de engengaria recentemente iniciados em univ privadas em que os corpo docente são na maioria profs de matematica e de ciencias que nada tema a vrt com a engenahria, Num dos cursos o programa era similar (ou até inferior)aso dos cursos profissionais do secundario de electrónica.Mas estamos todos satisfeitos, a começar pelos responsáveis do ensino superior em Portugal.

    Por JAS | 8 de Maio de 2012, 20:35
    • Boa noite Senhor Engenheiro.

      Concordo a 100% com o que diz.

      O meu Pai fez o 4 anos de Instituto Industrial do Porto + 4º e 5º de FEUP.

      Defende que que ISEP; ISEC e ISEL deviam ter sido integrados (como muitos outros institutos) na UP; UC e UL/UTL.

      Tudo de bom,
      Francisco
      Porto

      Por Francisco Coutinho | 7 de Setembro de 2012, 23:40
    • Sou operario diplomado em Serralharia Mecânica pela EIMC, extinta no tempo do PREC…
      Fiz exame de admissão a 7 disciplinas ao antigo IIL, já extinto, a passei de operário a Agente Técnico de Engenharia após um violento curso de 4 anos; mas Salazar negou-me o Bacharelato.
      Mas agora ja contava 5+1+4=10 anos de estudo.Depois, como a ditadura me mantinha na capoeira (embora empregado com bom vencimento), tirei á noite um curso de 1 ano para obter equivalencia ao bacharelato para poder ser professor.
      Veio a crise de valores após 74 e sem eu pedir chamaram-me Eng.º Tecnico (que ainda hoje não sei o que é…) e anularam-m o tal curso de 1 ano. Mas nem tudo foi mau: como não queria ser Eng.º Tecnico por decreto, obtive equvalencias no IST (impossivel antes de 74) e fiz 6 semestres violentos mas eficazes.Gramei o IST á brava: finalmente era mesmo Engenheiro, ao fim de 15 anos de estudos.
      Depois inscrevi-me na OE mas exigiram-me um curriculo profissional de 30 páginas A4.
      Agora tenho o cartãozinho, recebo a revista da OE e não pago um tuste! Foram justo comigo: tinha subido a pulso na vida académica.
      Penso que fui o mais honesto possivel dentro da cunfusão do PREC.
      Depois vieram oa oportunistas Doutores sem colocação que inventaram os ISEIS…
      Agora tenho meninos á perna, que depois de 12+3 se dizem ET´s.
      Mas isto ainda irá dar uma 1/2 volta de 180º, olá se não vai.

      Por Eng.Manuel Pires Marinho | 6 de Fevereiro de 2013, 18:26
  16. Para quê toda esta conversa, todas estas vaidadezinhas bem à portuguesa ?

    Seria bom que veriicassem, mesmo só dentro do universo que conhecem, o que fazem os Engenheiros e o que fazem os Engenheiros Técnicos.
    Talvez alguns pavões perdessem as penas.

    Murta

    Por Virgílio de Brito Murta | 29 de Maio de 2012, 22:15
  17. Caríssimos,
    Vim dar a este a esta dissertação, que aparentemente iniciou faz mais de um ano, pois também eu procuro soluções, infelizmente por outro motivo.
    Li os comentários todos encontrando particular interesse nas observações de vários, mas denoto em todas e com uma visibilidade incrível a politização do tema.
    Não defendo interesses politicos da OE nem da OET, que é o que considero estar por de trás das instituições que supostamente deveriam estar organizadas para fielmente defenderem os profissionais no diversos sectores, ao invés de se defenderem por interesses que ultrapassam grandemente esta necessidade.
    Eu sou um profissional da Construção Civil à 17 anos. Um Engenheiro Técnico que Gere Obras para mim é igual a um Engenheiro acreditado pela OE ou outra Instituição qualquer, desde que tenha o conhecimento e a capacidade demonstrada para o fazer.
    Eu tenho uma carreira consolidada na gestão de grandes Obras de C.Civil e Obras Públicas. Sou académicamente um Eng. Técnico (Chamem Licenciatura Pré-Bolonha, ou o que quiserem, estudei 3 anos no ISEL), que progrediu profissionalmente demonstrando o seu valor (obrigado a isso muitas vezes pelo grau académico que possuo).
    Acontece que face à auto-destruição económica que o nosso País se tem vindo a submeter, sou actualmente um expatriado, e que pelas condições graves que todas as empresas Portuguêsas do sector atravessam, estou actualmente a ponderar sériamente emigrar.
    Acontece que para emigrar, estou dependende do reconhecimento não só profissional mas também académico em muitos Países, e que para os quais não existem nem sabem o que são Eng.ºs Técnicos…

    Por BM | 16 de Julho de 2012, 18:41
  18. Quem não conhece alguém que estudou num politécnico e fez o curso de três anos com uma perna às costas?..ou mesmo os cinco sem chumbar e com notas ridiculamente altas?..Eu tenho conhecimento de um caso de uma pessoa que andou vários (!!) anos a tentar passar no exame nacional de matemática sem o conseguir..entretanto foi trabalhar para uma empresa que por acaso tinha protocolo com um politécnico e dava-lhe a possibilidade de lá entrar directamente sem prestar provas.. e..pasmem-se(!!)..com equivalências de todas as cadeiras do 1º ano (!!)..Esse rapaz fez os dois restantes anos sem chumbar a uma única cadeira (sim esse mesmo que não conseguiu ter positiva no exame nacional de matemática!!).. e agora quem não conhece quem tenha andado numa das escolas de referência na área da engenharia civil (entenda-se IST, FEUP, FCTUC) e acabado o curso em 7, 8 ou 9 anos com uma média de 12, 13 no máximo, abdicando de muita vida social, noites bem dormidas e com o muitos cabelos brancos ganhos!?..Eu conheço muitas pessoas nestes casos..eu sou um dos que estudaram numa dos cursos de referência..e o que está em questão não são graus académicos..são competências adquiridas!!..Chega a ser ofensivo para quem se matou a estudar ser equiparado profissionalmente a quem tirou cursos sem qualidade absolutamente nenhuma..e isto não é elitismo mas sim uma questão de justiça e de mérito!!..e não me venham com a experiência..também o Miguel Relvas tinha experiência e foi o que se viu!!..

    Por Miguel Tavares | 18 de Julho de 2012, 2:18
  19. Miguel Tavares, concordo plenamente consigo só não consigo compreender qual a razão das regras de admissão à OE não ser igual para todos. Afinal, se a capacidade no domínio das engenharias é maior, porque não fazê-lo!!! Ou haverá algo mais a esconder…

    Por Alberto Pinto | 21 de Julho de 2012, 14:49
  20. Que discussão estupida, e mesmo ridícula. Para que se perceba eu sou membro das duas ordens, da OET no colégio de geotécnica (bac. Engenharia geotecnia do ISEP) e membro da OE colégio de civil (licenciado eng. Civil do ISEP – sim fiz o exame e passei ). Já levo cerca de 10 anos de experiencia profissional e a única coisa que vós digo é as (des)ordens só existem para receber as quotas, apenas servem para arranjar confusão e em nada defendem a Engenharia Portuguesa, que apesar de muitos defeitos ainda temos belíssimos engenheiros/as portugueses.
    Em minha opinião não faz sentido existirem 2 ordens profissionais, uma chegava desde que regula-se efetivamente a profissão com base na meritocracia e na competência profissional (seja ela adquirida por experiencia profissional ou academicamente).
    Quanto a guerra entre instituições de ensino em Portugal, apenas concordo que existem escolas de engenharia a mais neste pequeno País. É certo que certas escolas de engenharia ministram cursos que dão uma melhor preparação aos alunos em comparação com outras instituições.
    Mas a verdade é que o facto de ter efetuado o curso numa escola com melhor reputação não é significado de se ser melhor ou pior profissional.
    Nestes anos de trabalhos já me cruzei com vários colegas de variadíssimas instituições nacionais e alguns de instituições internacionais e a verdade é que cada vez mais acho que depende da pessoa e da sua capacidade de evoluir, estudar e vontade de aprender. Já me cruzei com engenheiros de universidades famosas aqui referidas (IST, FEUP, FCTUC, UM entre outas) que não os querias nem para empregados de escritório.
    E já me cruzei com outros fantásticos.
    Tenho na memória 2 colegas com quem tive o prazer de trabalhar que para mim ainda hoje são uma referência, e que ainda hoje contacto no sentido de trocar ideias e opiniões. Um é Eng. Técnico e outro é Eng. da OE (inscrito através de exame) proveniente de uma universidade particular sem grande nome ou reconhecimento no mercado.
    Mas estes dois grandes ENGENHEIROS mostraram-me que as instituições de ensino superior, sejam politécnicos ou universidades apenas nós dão uma ferramenta ( o canudo ) o que cada um consegue fazer com ele é para mim o mais importante.

    Por david | 28 de Julho de 2012, 2:20
  21. Acho sinceramente que todos(ou quase) deveriam perder uma hora e ver o que é necessário para ser membro da OE.
    Fica só a nota.

    Por AAC | 29 de Julho de 2012, 0:09
  22. Caríssimos,

    No meio desta conversinha toda o que está em casa é o título, não a competência prática. É poder colocar o título profissional no cartão de visitas, etc. não interessabdo se o camarada trabalha ou não na Arte. Pode ser Político, ou qualquer coisa no género e nunca ter trabalhado como engenheiro, mas o que lhe satisfaz a vaidade é o titulozinho.
    Mas…vá trabalhar num país tecnicamente desenvolvido.Mostre o diploma…a pergunta que lhe fazem é ” O QUE SABE FAZER ” ? O Diploma não lhes interessa mas sim o que é capaz de fazer. Conheci alguns que conseguiram ser admiidos…e chutados por incompetentes meses depois.
    Porque é que um fulano que deixou de trabalhar em carpintaria deixou de ser carpinteiro, mas outro que muitas vezes nem trabalhou em engenharia, se intitula engenheiro?Por essas e por outras é que os estrangeiros nos gosam à parva.

    Murta

    Por Virgílio de Brito Murta | 3 de Setembro de 2012, 16:17
  23. É triste ver pessoas no meu país preocupadas se o outro é engenheiro ou engenheiro técnico ou licenciado em engenharia. Resolvam isso colocando uma plaquinha ao peito para se diferenciarem uns dos outros. Eu cá não meto essa plaquinha logo sou só alguém que trabalha e que todos os dias aprende algo novo com outros que também não têm a plaquinha. Deixem os títulos as secretárias e as salas climatizadas e venham meter as mãos na massa certamente este país estaria muito melhor.

    Por Qual o interesse | 6 de Setembro de 2012, 0:07
    • Deves ser algum “engenheiro” do politécnico de Oliveira do Hospital ou do Barreiro com a mania que saber montar cozinhas é a mesma coisa que engenharia!..nem contas de somar voces sabem fazer!..vai mas e estudar pah!..

      Por Miguel Tavares | 6 de Setembro de 2012, 12:40
      • Sr. Engenheiro por acaso tirei o curso numa das instituições consideradas de referência por V/ Exa. O que não faz de mim nem de ninguém que a frequentou os melhores do quer que seja.
        Conforme citação do David e que eu concordo em pleno “As instituições de ensino superior, sejam politécnicos ou universidades apenas nós dão uma ferramenta ( o canudo ) o que cada um consegue fazer com ele é para mim o mais importante.”

        Por Qual o interesse | 8 de Setembro de 2012, 12:27
  24. Boa tarde a todos que participaram nesta iniciativa. Gostaria apenas de tecer um comentário ao autor do artigo apresentado no início e que originou vários comentários.

    Eu trabalho à cinco anos e trabalhei com diversas pessoas, licenciadas pelas universidades e politécnicos, e sinceramente não vi qualquer diferença entre elas a nivel do conhecimento teórico. A diferença entre as mesmas estava no brio profissional, responsabilidade, ficar até 3,4 horas após o término do dia de trabalho, etc, pelo o que voçê argumenta nesse texto e na minha modesta opinião, é um mar de utopias, balelas e um deserto de ideias… com um discurso já formatado e pré-feito e que já cansa ouvir e que é uma treta, pois não foca os pontos primordiais de quem trabalha e exerce engenharia em Portugal.
    Concordo também com o que foi dito no comentário anterior ao meu.

    Cumprimentos a todos.

    Por Manuel | 5 de Outubro de 2012, 17:56
    • Admitamos..muitas das coisas que se aprendem na faculdade não são necessárias..mais, muitas das coisas que se fazem cá fora, somente se aprendem cá fora..isso não invalida o facto de um curso na FCTUC, FEUP ou IST não ser melhor, mais completo e acima de tudo com um grau de exigência MUITO mais elevado..sim as matérias são similares, mas se o grau de exigência é maior, esses alunos saem mais bem formados!..o que acontece é que muitos que não tiveram esse grau de exigência, que não sabem o que é estudar no verdadeiro sentido da palavra quando saem para o mercado de trabalho querem o mesmo mérito!!..pois bem, uma coisa lhe digo, até poderá haver trabalhos que engenheiros técnicos se saem melhor (porque são trabalhos que não têm requisitos teóricos) mas o mérito de tirar numas das grandes faculdades de engenharia civil, isso nunca os engenheiros técnicos iram ter!!

      Por Miguel Tavares | 14 de Janeiro de 2013, 10:36
  25. A designação de Engenheiro Técnico é obsoleta e esta OET é um retrocesso para a engenharia em Portugal. A única diferenciação que devia existir neste mundo pós-Bolonha era Engenheiros de 1º, 2º e 3º graus. Como é que nada disto foi uniformizado até agora? Quando é que virá um bastonário competente para a OE?

    Por David | 18 de Outubro de 2012, 10:28
  26. Eu acho que a Ordens deviam-se unir, haver novas eleições e pronto. Quanto às várias escolas de engenharia, acho que temos muitas, e muitas com pouca qualidade. Deveriam se extinguir essas dezenas de péssimas escolas do interior que nem alunos recebem. E os principais institutos das grandes cidades unirem-se e partilharem o melhor que cada um tem: ISEP-FEUP, ISEL-IST, ISEC-UTUC. Assim a qualidade seria assegurada e competitiva.

    Por LOP | 19 de Outubro de 2012, 20:35
  27. Vão trabalhar no estrangeiro, para companhias particulares e vão ver que não lhes dão importância nenhuma ao diploma.
    SABE FAZER O QUÊ ?
    Se não sabe, está fora.
    Vi isto acontecer a alguns que estavam anteriormente acostumados a viver às costas dos Engenheiros Técnicos.
    Evidentemente que não há regra sem excepção.

    Murta

    Por Virgílio de Brito Murta | 30 de Outubro de 2012, 18:16
  28. exames de admissão p todos. problema resolvido!!!!!!!!!

    Por marco | 2 de Novembro de 2012, 12:30
  29. Há aqui uma outra questão que é importante referir!..Existem, na engenharia civil, áreas em que a aplicação de conhecimentos teóricos é mais ou menos necessária. Quem faz direcção de obra, com todo o respeito, não precisa de saber nada de teoria!..Liderar, cumprir prazos, falar com os fornecedores, saber lêr os projectos da especialidade chega e sobra!..Aqui um engenheiro do politécnico estará muito mais a vontade para fazer a diferença como é obvio. Alias, neste caso, um aluno da mesma faculdade com média de 10 poderá ser bastante melhor que um aluno com média de 16. Isto porque, e perdoem-me a franqueza, mas é a minha opinião e conta o que conta, direcção de obra não é engenharia “à séria”. Qualquer trolha que trabalhe há anos no ramo, e que tenha as competencias de rigor, liderança, etc pode fazer este trabalho!..agora quem faz dimensionamento (não só necessariamente estruturas mas tb obras hidraulicas, vias, etc..) terá mesmo que saber aspectos teóricos que tantas horas de sono lhe tiraram na faculdade!..E ai um aluno de um curso com qualidade será obrigatoriamente melhor que um do politécnico!..Haverá algum engenheiro técnico que honestamente pense que sabe (verdadeiramente!!) dimensionar uma ponte com 3 anos de licenciatura!?..honestamente?..

    Por Migue Tavares | 16 de Dezembro de 2012, 1:58
  30. Dum modo geral este “churrilho” de ” opiniões ” não passa de manifestações de “analfabetos” no assunto e de pretenciosos. Não propriamente de Engenheiros licenciados e de Engenheiros Técnicos.
    Esses, se trabalham ” realmente ” em Engenharia, e não são daqueles encafuados em gabinetes, digo eu, se trabalham mesmo, esses respeitam-se uns aos outros
    porque conhecem os respectivos valores profissionais.
    Ao contrário dos países desenvolvidos nós temos lutado por um titulozinho de Dr ( realmente Licenciado ! ) ou por outro qualquer como Engenheiro por exemplo. Se o titular trabalha ou vai alguma vez trabalhar ou não,isso não interessa. O título sim. Com êle toda a família fica babada.
    Realmente, nesse aspecto, somos bem gosados pelos estrangeiros e com razão.
    As pessoas que afirmam que um Engenheiro da OE estudou 5 anos e um da OET estudou só 3, ou é burro ou mal intencionado, porque o primeiro tem 17 anos de estudo e o 2º 15. Esquecem-se dos 12 anos prévios ? Isso não conta ?
    Um Engenheiro da OE ou um da OET que não trabalha em Engenharia é realmente um Engenheiro ? Ou foi ? Ou nunca foi nada além da inscrição na Ordem respectiva ?
    Já ouviram alguém tratar um carpinteiro, um calceteiro ou seja l´o que for pelo seu título profissional ? Porquê um Engenheiro ?
    São estas vaidadezinhas parvas que nos devem envergonhar.
    Fico por aqui.
    Ponham esses neurónios a trabalhar e deixem-se de parvoíces.

    V.B.Murta

    Por VIRGÍLIO DE BRITO MURTA | 23 de Dezembro de 2012, 21:51
    • volto a perguntar..haverá algum engenheiro técnico que honestamente pense que sabe (verdadeiramente!!) dimensionar uma ponte com 3 anos de licenciatura!?..honestamente?..

      Por Miguel Tavares | 2 de Janeiro de 2013, 1:58
      • Não sabem, pensam que sabem.
        Pois nem conseguem destarrachar uma porca esquerda, nem distinguir um limador de um escatelador!
        Nem programar as máquinas-ferrmenta digitais!
        Quanto a ler paquimetros, se nem sabem o que isso é.
        Algum deles sabe o que é MEF?
        Desnvolvido pela FEUP faz “sáculos”.

        Por Eng.Manuel Pires Marinho | 7 de Fevereiro de 2013, 20:57
    • Senhor V.B. Murta, depois de tanto falar perdeu a capacidade de responder?..percebo porquê..honestamente percebo porquê..não responde e quem cala consente..mas também lhe digo que mais vale não responder do que afirmar que um engenheiro técnico com 3 anos de licenciatura tem capacidades de dimensionar uma ponte!..ai seria claro o conhecimento que tem da formação de engenheiros civil em Portugal!..assim sempre há quem fique na dúvida..bem haja!

      Por Miguel Tavares | 14 de Janeiro de 2013, 10:20
  31. Agora os Engenheiros com 3 anos de Curso ( 15 ) já se podem inscrever na OE e serem designados por engenheiros.
    Até acho bem

    Murta

    Por VIRGÍLIO DE BRITO MURTA | 25 de Dezembro de 2012, 12:57
  32. Tudo isto é uma boa piada.

    Antes, qualquer licenciado de 4 ou 5 anos ( + 12 ) esperava que o tratasem por Dr. e até se intitula como tal, quando para ter esse direito ( essa vaidadezinha ) tinha de tirar o mestrado e depois o doutoramento.
    Dr, em qualquer país adiantado, é úsado só para médicos e doutorados.
    Ninguem trata engenheiros, arquitectos, farmaêuticos, pedreiros, serralheiros, etc. pelas suas designações profissionais.

    Mas agora, os cursos de bachareis passaram a designar-se licenciaturas e os seus diplomados a serem licenciados, ou melhor ” doutores “. E acabou-se com a designação de Engenheiro Técnco.

    Como se vê, cá na Santa Terrinha o que importa é o título. E o trabalho que se amole.

    V.B.Murta

    Por VIRGÍLIO DE BRITO MURTA | 25 de Dezembro de 2012, 15:45
  33. Caros Leitores

    Eu gosto ” à parva ” de brincar com estas coisinhas…
    E agora, como é _ vão acabar com a ORDEM DOS ENGENHEIROS TÉCNICOS, já que os Engenheiros de 3 anos de curso se podem inscrever na ORDEM DOS ENGENHEIROS ?

    Como vão ficar os ” comentaristas” anti Engenheiros de 3 anos de curso ?

    Eu gostaria que esses ” comentaristas ” fizessem uma lista dos ” Engenheiros ” espalhados por aí como autarcas e políticos que não fazem nada e muito menos de Engenharia…..

    Cumprimentos

    V.B.Murta

    Por VIRGÍLIO DE BRITO MURTA | 1 de Janeiro de 2013, 19:18
  34. Caríssimos,

    Abusando da v/ paciência e de muitos preconceitos.

    O objectivo da formação dos cursos de Engenharia era formar trabalhadores neste ramo, para realmente TRABALHAREM como Engenheiros. Não para alimentar vaidades bacocas.

    Creio que muitos dos intervenientes nestes comentários não conhecem bem a evolução dos cursos e escolas de Engenharia em Portugal _ É mais ou menos a seguinte _ Em meados do Século XIX _ Criação dos Instituos Industriais. No princípio do Sec. XX _ o Instituto Industrial de Lisboa fechou dando origem ao Instituto Superior Técnico que ficou instalado nos imóveis do IIL, no Conde-Barão ( Rua do Insituto Industrial ). Uns anos depois, foi reaberto o IIL na Rua de Buenos Aires ( Estrela ). Mais tarde, depois de meados do Sec. XX o IIL foi transferido para a parte oriental da cidade. Alguns anos depois passou a designar-se por Instituto Superior de Engenharia de Lisboa.
    A ideia inicial da criação do I.S.T. parece que era formar engenheiros-cientistas para a investigação e para o ensino e não para engenheiros operacionais, mas a tradicional falta de meios levou-os a invadir a área destes últimos.
    Não subiram mas sim, DESCERAM.

    V,B,Murta

    Por VIRGÍLIO DE BRITO MURTA | 1 de Janeiro de 2013, 19:57
    • Primeiro, antes da 1ª republica eram os enfenheiros militares.
      Depois os Engenheiros Civis de Minas,Agronomia,Caminhos de Ferro.
      Depos veio a electricidade, apareceram os Eng.ºs Electrotácnicos: Mas eram todoa engenheiroa auxiliares.Eram formados no instituto politecnico.
      Os engenhairos projectistas vinham de França ou do UK.Esses eram mesmo engenheiros nos seus paises. Os nossos aprendiam com eles, por isso eram auxiliares.Depois vieram os tempos e Portugal avançou(?).
      Os II´s formavam agora Eng.ºs.
      Veio o IST, Salazar, e os primeiros formados lá (profrssores estrangeiros)bateram o pé, fizeram greve (?) e exigiram ser os unicos Eng.ºs.O IIL eo IIP votados ao ostracismo, quse não tinham alunos e os cursos de 3 anos após o 5º do liceu formavam “Condutores”.
      Depois veio a industrialização, e como no IST os cursos eram 6 anos depois do 7º ano do liceu, muito lentos, lembraram-se dos esquecidos IIL e IIP actualizam os cursos e mudaram o titulo para Agentes Técnicos… desde ai que IST e estes não podem ver…

      Por Eng.Manuel Pires Marinho | 6 de Fevereiro de 2013, 19:57
  35. Muito bem Virgilio

    Só quem não sabe a da evolução das escolas de Engenharia é que pode escrever certas barbaridades.

    JN

    Por JN | 22 de Janeiro de 2013, 16:43
  36. Já disse tudo que interessava.
    A minha história ( ou devo dizer estória?) está ai.
    A da tourada entre ISEis e IST,FEUP, também.
    Tenho 75 anos, sou membro da OE e exerci a profissão em grandes metalomecânicas hoje desaparecidas,
    graças ao PREC.
    Este pais (Nação é reacionário?)está nas lonas, e quero lá saber!
    Que se lixem os que cá ficarem.

    Por Eng.Manuel Pires Marinho | 6 de Fevereiro de 2013, 20:12
  37. Esta novela já está muito comprida ” mais nóis nã simporta” Até é bom para chocalhar preconceitos.
    O Eng.Marinho está correcto quanto a Eng.os Civis e de Minas, da E.E. mas não menciona que pelo menos entre 1896 e 1911, o I.I.C.L. formava Engenheiros Industriais, que se inscreviam na Ordem dos Engenheiros.
    É o caso do Engº João Emílio dos Santos Segurado, ator de vários livros técnicos publicados em Lisboa, São Paulo e Belo Horizonte, da Biblioteca de Instrução Profissional. V,B.Murta

    Por VIRGÍLIO DE BRITO MURTA | 10 de Fevereiro de 2013, 13:00
  38. Bom dia para todos.
    Já viram que agora os engenheiros de 3 anos ( 15 anos de estudo ) e os de 5 anos ( 17 anos de estudo ) podem ser inscritos na mesma Ordem e designar-se simplesmente por engenheiros ? Muita dessa gente que atrás escreveu uma série de barbaridades, o que diz agora ?
    Ora, se Leis e Decretos definem as competências dos profissionais de Engenharia, porquê tanto preconceito ? o TITULOZINHO, caramba !
    V.B.Murta

    Por VIRGÍLIO DE BRITO MURTA | 16 de Fevereiro de 2013, 12:40
  39. Sr.Tavares.
    Não sei se percebeu que toda esta conversa é uma troca de opiniões sôbre o uso de designações profissionais, competências e Ordens, e não de casos pessoais, tipo ” diz tu direi eu”que só levam a discussões de peixeiras ( sem ofensa para elas ).
    Vou responder oportunamente às suas pergunta,embora elam demonstrem um complexo de inferioridade,mas antes responda-me ao seguinte: Todo o engº sabe dimensionar pontes ?
    E com respeito a qualificações : onde tirou a instrução primária ? Onde tiou a secundária. Onde tirou a superior, com que notas, quando. Onde tem trabalhado e o que tem ( verdadeiramente ) feito. Mome do Pai.Lcal e data de nascimento.
    Estas perguntas são indiscretas mas exactamente com o mesmo nível das suas,Aguardo resposta Murta

    Por VIRGÍLIO DE BRITO MURTA | 16 de Fevereiro de 2013, 22:56
    • Tive, por largos instantes, tentado a responder-lhe ao seu comentário de uma forma directa e clara, mas perdoo-me, acho deveras ridículo o argumento de que as qualificações pré-escolares são fundamentais nas competências de um engenheiro. O senhor tem a sua opinião, eu tenho a minha. Finalmente respondeu-me à questão que eu, por várias vezes, já lhe tinha colocado, isto é, se um engenheiro com três anos de formação tem competências para dimensionar uma ponte. Agradeço a sua atenção. Despeço-me com o desejo de que o mercado de trabalho valorize quem realmente sabe “fazer” engenharia. Bem haja!..

      Por Miguel Tavares | 17 de Fevereiro de 2013, 4:27
  40. Sr. Tavares,
    Não sei se entendeu que toda esta ” cega-rega” de opiniões é sôbre o tema genérico de comparações de competencias entre eng.os universitários e eng.os técnicos.Não é nada pessoal, do tipo de ” quem é você ” e ” sabe calcular uma ponte” ou até ” um avião ” para onde Você quis derivar o assunto. Claro que as perguntas que lhe fiz, que o Sr. não entendeu, eram exactamente para levar as suas para a brincadeira, porque não pareciam coisas de gente crescida.A seguir ia perguntar-lhe qualquer coisa do género _ Quando lhe nasceram os dentes do sizo ? Já teve sarampo ? E Malária ? E coisas no género só para desconversar, que realmente é o que a sua concersa merece.Cumprimentos _ Murta

    Por VIRGÍLIO DE BRITO MURTA | 17 de Fevereiro de 2013, 18:44
  41. Boa noite para todos.
    Agora é que eu gostava de saber o que pensam os defensores do título de engenheiro para os de 5 anos de curso, do facto de os de 3 anos já se estarem a inscrever na O.E.
    Cumprimentos,
    Murta

    Por VIRGÍLIO DE BRITO MURTA | 18 de Fevereiro de 2013, 19:23
  42. E AGORA OS BOTAS DE ELÁSTICO PERDERAM O PIO ?
    COMO ENGOLEM O FACTO DE OS DIPLOMADOS DE 3 ANOS SE PODEREM INSCREVER NA ORDEM DOS ENGENHEIROS ?
    AGORA JÁ ESTES ( TODOS ) SÃO CAPAZES DE PROJECTAREM PONTES COMO O SR.TAVARES QUE CERTAMENTE CALCULOU TODAS AS PONTES SÔBRE O TEJO E O DOURO !
    NÃO SE ENCOLHA SR. TAVARES. DIGA ALGUMA COISA PARA A GENTE SE RIR.
    Murta

    Por Virgílio de Brito Murta | 19 de Março de 2013, 16:40
  43. independentemente de 3 ou 5 anos, o que foi decidido em grupo pela união europeia tem de ser respeitado e mais nada, ou vivemos em anarquia em que só os nossos é q são bons? esquecem o facto de que nenhum engenheiro é reconhecido no Brasil? tendo 3 ou 5 anos de estudo? amigos, engenheiro em Portugal não cria nem faz nada, adapta apenas. e venham cá com cantigas de que eu estudei mais que tu. Atinem, não somos ninguém, seriamos se tivessemos uma marca de automóveis, uma base lunar, umas dezenas de satelites… pontes? estradas? barracas? isso fazia o meu avô e era servente de obras! cresçam, parem de discutir coisas fúteis e criem mas é um instituto de projectos e investigação onde todos colaborem para “criar” algo novo, não adaptar uma ponde de S. Francisco ao Tejo… isso basta!

    Por pedro | 30 de Março de 2013, 16:40
  44. Deixem se de discordias.Quando há uma reforma de ensino aparecem sempre os descontentes.Os licenciados de Bolonha não têm culpa que os cursos só tenham três anos.Respeitem a Legislação pois é esta reforma que está em vigor em todo o mundo. A ordem dos engenheiros tém razão ao não aceitar bachareis e equiparados.Os bachareis para obterem a licenciatura de bolonha têm que se matricular nas escolas e fazer as cadeiras que o conselho cientifico lhe estipular.Como se vê o bacharelato não pode desta forma ser equivalente á licenciatura por isso se querem mais estudem.A OE está cera, só que pecou por tarde de mais se impor deixando que outros se aproveitassem dos seus direitos .A OET não tém razão nenhuma. Só está a colher os frutos que semeou.Fez se representante dos licenciados de bolonha sem os consultar.Nem sequer reuniu com os alunos nas escolas para lhes transmitir as suas pretensões.Deitaram o carro à frente dos bois.Agora que assumam as consequencias da sua mais que provavel extinção Ninguem se iluda.Quem tem condições para ser engº não quer ser técnico.Obrigado

    Por José Fonseca | 1 de Agosto de 2013, 18:58
  45. Engenheiros, Engenheiros técnicos, etc é só penacho, sejam úteis, humildes e trabalhem. Vão para os EUA e vão lá dizer que são Engenheiros de tudo e mais alguma coisa que eles perguntam logo….demostrar experiência…Já trabalhei com muitos Prof. Dr. em Engenharia, bem conhecidos na praça que passaram a vida nas universidades e que só me deram dores de cabeça nos projetos que coordenei, eu um simples Engº Técnico, com um curriculum invejável…..fiquem bem

    Por JJ | 29 de Agosto de 2013, 15:49
  46. lol…isso parece uma comédia, um aluno do 5.ª Ano sabe dimensionar uma ponte? ou deveria saber?lol…mete lhe então no mercado de trabalho e logo ves o que ele sabe fazer.

    Seja com 3. ou 5 anos, muitos não sabem sequer estar num posto de trabalho.

    Por ES | 3 de Setembro de 2013, 12:25
  47. Já agora e os que andaram 10 anos no IST para tirar um simples curso de engenharia são o quê….Professores Doutores….ou burros?…..se calhar os que se ésfalfaram a ter aulas de manhã e à tarde para tirar o curso em três anos têm muito mais competência!!!

    Por JJ | 10 de Setembro de 2013, 15:09
  48. O sr. Miguel Tavares pelos comentários que faz é um infeliz e deve ter um problema de afirmação, sente-se diminuído perante os outros…..vá-se lá saber porquê!
    Deve ser por causa das pontes….

    Por JJ | 10 de Setembro de 2013, 15:13
    • Voltando ao cerne da questão, a questão inicial era “Não é verdade que 3 anos de educação é “a mesma coisa” que 5 anos ou que estudar 5 anos num politécnico é a mesma coisa que estudar 5 anos numa Universidade”.

      Reitero a minha opinião que não é a mesma coisa. Dois anos a mais de estudos não dão garantias que se seja um melhor profissional é certo, mas quem aprende mais dá (na grande maioria dos casos) garantias que será um melhor engenheiro.

      Em relação à dicotomia universidade politécnico não me vou repetir..não é a mesma coisa..mas isto não passa de uma mera opinião de quem apenas frequentou a universidade e não sabe qual o verdadeiro tipo de ensino no politécnico..mas também posso estar errado..deve ser das pontes..

      Por Miguel Tavares | 10 de Setembro de 2013, 17:28
      • “A mesma coisa” é outra coisa, se calhar não sabe o que é!…

        Por JJ | 12 de Setembro de 2013, 11:07
      • Discussão interessante.
        Eu por exemplo fiz um bacharelato no ISEL com 50 disciplinas.
        Depois fiz um 2.º ciclo no ISEL de 30 disciplinas.
        Sou membro da O.E.
        Fiz depois uma pós-graduação em gestão com mais algumas disciplinas.
        Fiz depois o meu 3.º ciclo no IST.
        Achei piada, com a licenciatura tive a média miserável de 13 valores.
        No 3.º ciclo do IST tive 17 valores.Conheço perfeitamente o ensino público e privado, universidade e politécnico.
        IST mais científico (no meu caso até gosto mais) talvez por isso.
        ISEL mais prático.

        Pontes? espero bem que nem licenciados de três anos nem licenciados de 5 anos, nem do politécnico nem da universidade a dimensionem.
        Isso é mesmo para quem sabe. Não se deve brincar com coisas sérias e utilizar softwares larocas não vale.
        Isso é mesmo para engenheiro muito senior, muito habilitado e reconhecido.
        Isso é a cirurgia do médico. Ninguém quer ser operado por um junior desconhecido.
        Por isso infelizmente tenho de recusar propostas… os engenheiros envolvidos não têm evidências suficientes de capacidades adquiridas e depois da avaliação de riscos da proposta… corta.

        Bem hajam

        Vaidoso

        Por Vaidoso | 27 de Setembro de 2013, 22:42
  49. Nós técnicos precisávamos de uma ordem. (ponto) – Até porque a oe não nos queria… Enfermeiro está para Médico (seja la qualquer a especialidade mas saliento que será sempre 6 anos no mínimo) como cangalheiro está para coveiro e por ai fora – espero com isto ter apresentado de forma intrínseca o meu ponto de vista em relação aos graus de comparação aos várias profissões aqui feitas!
    Tenho muito orgulho de ser técnico: foi para isso que estudei – se não fosse técnico gostava muito de ser camionista (NÃO ENGENHEIRO! OK?).
    ISTO TUDO É UMA QUESTÃO FINANCEIRA E PODER…… PORQUE ATÉ À DATA TINHA O MESMO ‘PODER’ DE ASSINATURA QUE UM ENGENHEIRO – ‘PODER’ ESSE CONCEDIDO PELA DGGE E NUNCA VI NINGUEM CHATEADO OU ABORRECIDO COM ISSO!

    RETRATEM-SE E DEIXEM-ME SER FELIZ NA MINHA PROFISSÃO – mas não me tirem o direito de ser oficialmente bem representado e ter assim os mesmos direitos de acordo com o principio de igualdade existente na nossa constituição!!!!

    Por Rogério Santiago Pereira de Almeida | 7 de Outubro de 2013, 14:25
  50. Mestrado Integrado em Engenharia Civil em Estruturas pela FEUP (que dizem ser das melhores faculdades de engenharia do país e pelos vistos até muito bem conceituada na Europa) e após estes 5 anos não sei dimensionar uma ponte!
    Não me sinto de nenhuma forma “superior” a qualquer aluno do ensino politécnico e enquanto eu estive mais 2 anos a estudar, os meus colegas do técnico estiveram a trabalhar e já levam 2 anos de experiência à minha frente…
    Saliento ainda que no meu 4ª ano entraram alguns alunos do técnico para a FEUP com o objectivo de fazer Mestrado. Estes alunos tiveram praticamente equivalência aos nossos 3 anos e como o nosso 4º ano na FEUP era igual ao 3º ano deles no técnico, todos eles safaram-se extremamente bem!
    Pelos vistos andei a perder tempo com disciplinas como “Projecto Feup”, “História da Engenharia”, “Impactes Ambientais”, “Ambiente e Transportes”, etc. enquanto eles estiveram realmente a aprender o essencial num curso de Engenharia!
    Penso que o plano de estudos da Faculdade deveria ser repensado…

    Por DP | 12 de Outubro de 2013, 13:19
  51. Amigos
    É lamentavel como um simples debate se torna sempre, ou quase sempre, em palco de insultos aos intervenientes . Como é vil a natureza humana. É a história da humanidade, não é verdade? Sobre a coisa (engenheiros versus engenheiros técnicos)o que é que interessa estar a comparar? São graus académicos diferentes, e ponto final. Trabalham nas mesmas áreas (Concepção e execução)? Trabalham, sim. Muitas vezes fazem exactamente as mesmas tarefas? Claro que fazem. Uns estão mais habilitados para determinadas vertentes da engenharia e outros para outras vertentes? Mas é claro. Agora perdoem-me a seguinte apreciaçãozita: ao longo da minha vida profissional ( que já tem uns largos anitos) tenho encontrado engenheiros e engenheiros técnicos, uns e outros com maiores ou menores saberes e capacidades, dependendo estas mais das pessoas do que da formação académica que tiveram; mas muitas, muitas vezes, deparei com engenheiros técnicos a querer utilizar o tal titulozito de engenheiro. Repito: a questão não está em utilizar, mas em querer utilizar esse titulozito. Resumindo: os curricula das universidades (reporto-me às universidades de referência)são (melhor dizendo: eram) um tanto distintos dos curricula dos institutos de engenharia. Quanto ao mais, e a terminar, deixo esta questão, mas em jeito de pergunta: se muitos profissionais com o grau académico de engenheiro técnico se inscreveram nas universiades e foram estudar mais um pouco para obterem a formação de licenciado, isso quer dizer o quê? Saudações a todos. vasco santos

    Por VASCO | 21 de Janeiro de 2014, 17:09
  52. Relativamente ao meu registo de ontem,2014/01/21, vou complementá-lo com o seguinte:
    Quando eu fiz o liceu (em Lisboa), entrava-se no ISEL com o então 5º ano. Fazia-se o curso do ISEL, de 3 anos. Se tudo corresse bem, aos 18/19 anos, tinha-se o curso de engenheiro técnico. Os(as) que quisessem ir para a licenciatura em engenharia (no IST), tinham de fazer o então 7 º ano, e exame de admissão à faculdade. Correndo tudo bem, no final andariam a estudar mais 4 anos do que os do ISEL (2 anos de liceu, mais 2 anos de ensino superior). Portanto: quando aparecem pessoas, sejam licenciados em engenharia, sejam engenheiros técnicos, a defender que uns e outros sabem a mesma coisa, isso é capaz de ser um bocadito ridiculo, não? Agora quanto aos professores: é claro que muitos dos professores dos institutos de engenharia, senão mesmo a maioria, são licenciados em engenharia (vamos esquecer, para já, os detentores de mestrado e de doutoramento, independentemente do seu percurso académico anterior a estes graus). Mas imagino que não haja engenheiros técnicos (só com este grau) a ser professores nas universidades de engenharia. Estarei correcto? A terminar, recordo uma afirmação, muito respeitosa, de um professor catedrático de engenharia civil, para os seus alunos,no IST: “Vocês sabem qual é a principal diferença entre engenheiros e engenheiros técnicos? É a seguinte: os engenheiros fazem os regulamentos, e não são obrigados a cumpri-los, desde que demonstrem , em projecto, que não precisaram de respeitar os parâmetros regulamentares, para garantirem a segurança. Os engenheiros técnicos são obrigados, sempre, a respeitar os parâmetros regulamentares.” Saudações.

    Por VASCO | 22 de Janeiro de 2014, 11:00
    • Caros colegas Engenheiros e amigos Engenheiros técnicos.
      Preocupem-se com a Lei n.º 31/2009, que nos tirou competências a todos (arquiteturas) e deu aos arquitetos.
      Muitos de nós com gabinetes, e só isso, a executar e a subscrever projetos de arquitetura, como vamos viver.
      Os donos de obra vão procurar os arquitetos, pois o que interessa para estes é a estética dos edifícios, e estes por sua vez vão pedir orçamento de especialidades aos Engenheiros e Engenheiros técnicos, que pela minha experiencia e devido á concorrência e desemprego vão praticar preços vergonhosos que diminuem a profissão.
      As PME´s e as microempresas, que são os maiores empregadores do País, vão requisitar arquitetos para direção de obra, e nós? Vamos todos trabalhar para as obras públicas (Pontes, Barragens, estradas…)
      Os arquitetos vangloriam-se (como podem ver em algumas publicações) e diminuem-nos, e nós discutimos uns com os outros.
      Quando tirei o curso de Engenharia civil, foi com determinado objetivo de mercado e adquirir competências, sempre executei e subscrevi durante 12 anos projetos de arquitetura, quem são estes tipos (políticos e legisladores) para dizer que já não posso, mas contradizem-se ao dizer que não podem deixar de parte as competências adquiridas com a experiência profissional, no caso dos engenheiros e engenheiros técnicos.
      Devemos tomar uma atitude …… juntos contra as ordens…… devemos ser consultados nas propostas de lei ….. pois nós é que conhecemos o mercado de trabalho…. e não esses tipos que vivem de “lobbys” políticos e outros….

      Por Ramos | 29 de Janeiro de 2014, 2:48
      • ..o mais engraçado é que o pessoal que aqui mais reclama (questões parvas como há 30 anos, ou 40 anos fiz um curso que durou mais não sei quanto tempo), e se acha melhor que todos os outros, são os que estão com os pés prá cova, 70 ou mais anos. Então não seria melhor organizarem antes a Ordem dos Engºs reformados?

        Por JC | 3 de Fevereiro de 2014, 13:39
  53. Quem é este [editado] que pensa poder escrever o que quer?
    Sou licençiado em eng°Civil, passei pela FEUP, ISTG Viana Do Castelo e UFP, em todas estas instituiçoes aprendi, aborreci-me e adquiri conhecimentos, contudo e podem acreditar ja fui inumeras vezes solicitado por Srs Engenheiro de topo (dizem eles) sim aqueles que pertence a OE, para resolver situaçoes basicas, aferir pormenores, e até evitar que passem por simples incompetentes ou até ignorantes em obra.
    Logo vos digo que cada um deve fazer o que sabe, e nao sera a passagem por uma escola mais ou menos cotada (pode ajudar) que fara de vocês melhores profissionais, a prova é que estou actualmente a desempenhar as funçoes de supervisor /coordenador de empreitadas numa obra de varios milhoes mas onde estao os Srs Engenheiros da OE, pois é nao sou tratado de Sr Engenheiro mas pelo meu nome, nao ha jantaradas, e o melhor de tudo é que todos os que pertencem a équipe de projecto sao ouvidos e todos sao necesarios,
    Mas sim continuem com esses pseudo titulos de vaidade, a pensar que sao os melhores.
    Eu apenas constato que vivo muitissimo bem, e faz-me sorrir quando estou em portugal e ouço “nao te esqueças do café para o Sr Eng°” parolos.

    Bem haja a todos desde França

    Por Rui | 4 de Abril de 2014, 8:29
  54. Que tristeza é mesmo à tugazinho pelintroso, a disputa eu sou Engenheiro você é Engenheiro Técnico é ralé, não há misturas, assim está o nosso país. São todos a mesma coisa, agora nem trabalho têm!!! Se em vez de andarem de costas voltadas fizessem alguma coisa pelo setor ficavam todos a ganhar! Mas, mais uma vez o que interessa neste país são o títulos!!!

    Por cristina | 10 de Novembro de 2014, 16:17
  55. Tristeza de gentalha, que infelizmente compõe o retalho que é o nosso povinho.

    1ª confusão: só deveria haver uma ordem, dessa forma talvez alguns mentecaptos percebessem que engenheiros são engenheiros.

    2ª confusão: a de engenheiros com agentes técnicos de qualquer coisa, medidores, etc. Pura ignorância do leque de profissões.

    3ª confusão: ?algum dos parolos que atrás se insurge ferozmente contra os colegas com curricula de menor carga horária, faz vénia aos seus outros colegas com maior curricula, e se obriga a tratá-los diferenciadamente por Mestre; Doutor; Professor;… ? o tanas, nesse caso querem é passar por iguais.

    Já agora, p.ex., quem foi o projetista do complexo das Amoreiras? Um senhor engenheiro da OE com 5 anos faculdade?…

    Como alguém diz, pode-se ensinar quase todo o tipo de saber, menos o saber ser!

    Por António José | 24 de Novembro de 2014, 21:45
  56. interessantes os registos do Ex.mo Sr. Eng. Vasco, onde

    inclusive dá a entender que o Eng Téc entra para o politécnico com o 5º ano. Pois entra meu caro, já no seu tempo haviam os “exames ad-hoc”, hoje em dia “maiores de 23”. É uma possibilidadezita para a ralé…
    E se calhar, ao tempo que se está a referir, o ISEL ainda não era bem o ISEL, ehin?

    Mas, será que o que está em causa é uma guerra de protagonismo? De lugares?

    Haverá confusão entre títulos profissionais e graus académicos?
    Se um indivíduo tem mais anos de estudos é legítimo que tenha grau académico concordante, ou seja, nos moldes atuais 3 anos licenciado, 5 anos mestrado, doutor, etc.
    E se faz engenharia, (se calhar…?) é Engenheiro.

    Dúvidas:
    – em quantos mais países civilizados existem duas ordens a regular a mesma profissão? (bem, não venham novamente com a história de que temos profissões distintas!)
    – porque é que a OE passou a admitir membros com licenciatura pós-bolonha e apresenta maior disputa na captação de membros apenas com os 3 anitos de estudos?…

    Por Eng Téc António | 24 de Novembro de 2014, 22:05
    • Será que a moral já se perdeu? vive-se num país onde o dinheiro virou Deus e os cidadãos pescado ou outros bens transaccionáveis e com prazo, já parece mais um mercado do que um país onde cada um valoriza no máximo a sua mercadoria, que depois de avaliada não é mais que lixo, perdeu-se a vergonha, a moral, a dignidade, os verdadeiros profissionais, os competentes não intervêm em peixarias de terceira ou quinta categoria e, muito menos usam de mexericos e se autovalorizam, fazem o seu trabalho com rigor e no uso das suas comptetencias e, não temem a concorrência de quaisquer borra botas imbecil, que se pudesse ficava sozinho a explorar esta mixórdia de país, onde isto chegou, Ó TEMPO VOLTA PARA TRÁS !

      Por Manuel Pereira | 16 de Março de 2015, 18:05
  57. Quem tem habilitações Matemáticas para fazer cálculo de estruturas hiper-estáticas?
    Quem tem apenas habilitações para calcular vigas simplesmente apoiadas?
    Pois é….a diferença é a Matemática.!

    Por G.Dias de Sousa | 6 de Abril de 2015, 16:29
  58. Licenciatura pré bolonha (5 anos) não é mesma coisa que mestrado bolonha (5 anos). O método de ensino mudou. A diferença entre OET E OE é o nome e pouco mais. Deveriam acabar com as duas ordens. Ordem ou associação é rigorosamente o mesmo. Todos os membros efetivos da OET deveriam passar para OE.
    Quem não conhece pré bolonha e pós bolonha deveria estar calado pois não sabe do que está a falar.

    Por Engenheiro Civil e Engenheiro Técnico Civil | 15 de Maio de 2015, 9:07
  59. Esta discussão não faz qualquer sentido. Com Bolonha o ensino mudou. Os politécnicos tiveram que se adaptar e agora fazem o mesmo que as universidades. No entanto, não foi por ter acontecido o processo de Bolonha que bons Institutos pertencentes a politécnicos passaram a ser r.econhecidos. Há muito tempo que qualquer Engenheiro do ISEL ou do ISEP são reconhecidos pela OE desde que tenham completado os 5 anos do curso. Em portugal há como uma quase alergia ao nome politécnico. Mas isso tem a ver com a própria pequenez das mentalidades. Normalmente são pessoas que cresceram a ouvir que o politécnico é só para coitadinhos, ou maus alunos, pobrezinhos, etc.. mas que terminado o curso têm exactamente a esma qualificação profissional, e muitas vezes bem melhor que muitas Universidades. Este tipo de pessoas que põem em causa o politécnico estão completamente enganadas, e têm uma grande dose de falta de conhecimento das coisas. Normalmente são pessoas frustradas que têm trabalhos enfadonhos e rotineiros em empresas públicas ou afins que encontram abrigo neste sistema binário que hoje nao faz sentido, mas que lhes dá uma sensação de superioridade e de terem alcançado algo mais que outros. A qualificação profissional obtida é a mesma e há um motivo para que assim seja e a OE o reconheça. A questão é: quem levanta questões sobre institutos politécnicos reconhecidos pela OE faz o quê na vida? em que empresa? a ganhar quanto? quando o disserem muitas surpresas surgirão. Na Europa há politécnicos muito superiores às Universidades, por exemplo a Escola politécnica de Paris entre outras.E mesmo o ISEL e o ISEP são superiores a muitas universidades como a de coimbra, fcul, covilhã e afins. A Nova e o IST Sao só nome.. embora sejam também boas claro, mas muito teóricas, mas o reconhecimento da OE é o mesmo. O problema está mais na cabeça das pessoas. profissionalmente os que vêm de muitas Universidades vêm muito mal preparados, e são muito mauzinhos até. Depois o importante é mesmo a pessoa em si. Desde que essa pessoa seja competente e que o seu curso seja de uma instituição reconhecida pela OE, não vejo motivos para este tipo de discussão. Se o curso é reconhecido pela OE tem a garantia de que satisfaz os requisitos.

    Às pessoas que levantam este tipo de discussào só tenho uma coisa a dizer. Têm uma grande falta de profissionalismo e de respeito. São concerteza pessoas frustradas e enfadonhas em empregos enfadonhos, que vivem concerteza numa bolha. Tiraram um curso sabe-se lá como e secalhar sem vocação. Com grandes lavagens cerebrais a tudo o que é diferente. Sem capacidade de resolução de problemas. Queixam-se que o curos é difícil e moroso.. vão então ver o do ISEL. Aconselho-os a alargar horizontes e a focarem-se em serem bons profissionais, que provavelmente não serão a avaliar pela forma como tomam decisões e nos raciocínios que têm. Normalmente no percurso que tenho feito só ouço este tipo de conversa de maus profissionais que estão a fazer o que não gostam, e que não evoluiram, e que são mesmo muito mauzinhos no que fazem e assim ficarão o resto da vida a fazer o mesmo num emprego enfadonho e mal pago. Até porque nunca irão sair de onde estão porque mais ninguém os contrata porque não sabem fazer nada e ali vão ficando.

    De resto apanhei óptimos profissionais tanto do IST comode qualquer outra Universidade ou Instituto que nem sequer levantam este tipo de questão e querem é trabalhar e evoluem até cargos Top. O resto vive nesta Ilusão toda a vida e caba em foruns a tentar aliviar frustraćões e achar que é mais engenheiro que outro.

    Por Nuno Dias | 3 de Junho de 2015, 12:51
  60. Outra coisa que me esqueci.. Se eu apanhasse alguém que não distingue entre médico e enfermeiro, e que ache que é a mesma coisa entre comparar um engenheiro E1 e E2, ou entre Engenheiro Técnico e Engenheiro. No mínimo chamava-lhe Ignorante para ser simpático. Só demonstra que é um tópico que foi levantado por pessoas ignorantes sem qualquer sentido crítico. Imaginem agora como serão a tomar decisões na vida profissional!

    Por Nuno Dias | 3 de Junho de 2015, 13:07
  61. Quem escreve isto, em primeiro lugar não tem conhecimento da realidade dos factos do processo de Bolonha. Apenas baseia a sua opinião na teoria.

    Depois, claramente é alguém que não conhece o mundo do trabalho. Cheira-me que deve ser um dos milhões de licenciados que se encontram no seu gabinete a adorar o diploma que obteve na instituição X ou Y, tendo sido este o grande marco, feito, da sua vida de “engenharia”.

    Em primeiro lugar alguém para ser engenheiro tem de trabalhar.

    Por Pedro | 13 de Dezembro de 2015, 12:57
  62. Nós os “engenheiros técnicos” já somos engenheiros! Fazemos muito mais do que muitos daqueles a quem se refere como sendo os verdadeiros “engenheiros”!
    Mas eu compreendo esse desabafo! Uma pessoa quando vê que vai ter rivais com características moldadas para as empresas e vê que foi TREINADO para se limitar apenas a fazer o que está escrito sente-se realmente com medo dai tentar destacar os pontos fracos dos outros… E o que mete mais medo é que quer num politécnico quer numa universidade os conteúdos são idênticos! O que muda é a orientação e o desenrasque que é” dado” em todas as disciplinas de um politécnico e numa universidade não devem saber tão pouco o que é! Ando num politécnico! Tenho colegas que optaram pela universidade na mesma área que eu! Após quase três anos quando nos juntavamos para estudar os testes de anos anteriores deles eram idênticos às minhas fichas das aulas teórico práticas e eles não sabiam resolver os meus testes! Nessas alturas eu comecei a ver que todo esse preconceito é um mito! Nós do politécnico somos tão bons ou melhor que vocês tirando a área da investigação, aí vocês são de longe melhores dou o braço a torcer! Mas de resto somos rivais! Mesmo grau de ensino, mesmos conhecimentos mas para áreas diferentes! Apesar de não gostar das faculdades por se acharem melhores que os politécnicos não vou dizer que são piores que nós! Todos os meus engenheiros são de faculdades mas todos eles admitem que se tivessem que escolher entre um engenheiro de universidade ou um do politécnico escolheria o do politécnico! Nós talvez devido às vossas críticas aceitamos as opiniões dos técnicos, dos trolhas, eletricistas até da empregada de limpeza! Porque assumimos que nada sabemos, já vocês assumem que sabem tudo e por terem andado numa faculdade desprezam o resto!
    Peço desculpa por generalizar, sei que não são todos assim, tal como tenho o exemplo de todos os meus engenheiros mas todos vocês que concordam com o comentário acima é por medo! Se tiverem os dois a mesma matéria o mesmo grau de exigência porque é que um tem que ser considerado técnico e outro engenheiro?

    Por Eduardo Maia | 6 de Março de 2018, 22:55

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