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Portugal entre os quatro países com maior desequilíbrio entre competências que os empregadores procuram e as que os profissionais oferecem

De acordo com o novo relatório da Hays, um Grupo líder global em recrutamento de profissionais qualificados, a escassez de competências no mercado de trabalho europeu piorou pelo quinto ano consecutivo e está a ameaçar o crescimento dos negócios, bem como a colocar em risco a produtividade.

Portugal está agora entre os quatro países com maior desequilíbrio entre as competências que os empregadores procuram e as que os profissionais disponíveis podem oferecer.

Estas são algumas das conclusões da quinta edição do Hays Global Skills Index 2016, um relatório publicado hoje pela Hays em colaboração com a Oxford Economics. O relatório é baseado numa análise do mercado de trabalho de 33 economias globais.

Apesar das consequências iminentes de Brexit no Reino Unido, a incerteza em torno da eleição nos EUA e a desaceleração nos mercados emergentes, a economia global está em recuperação e tem havido um crescimento na procura de mão de obra qualificada. No entanto, isto gerou um aumento na dificuldade que os empregadores sentem em identificar talento qualificado.

Apesar da elevada tensão que o desajuste de competências está a gerar no mercado de português, a classificação global de Portugal neste relatório melhorou ligeiramente em relação ao ano anterior, situando-se agora nos 5.7.

Paula Baptista analisa da seguinte forma os resultados de Portugal no Global Skills Index 2016: “Apesar da subjacente ambiguidade na evolução da economia portuguesa, o mercado laboral não parece estar a refletir essa incerteza mais do que antes e as taxas de desemprego continuam a diminuir, ainda que de forma modesta. No geral, o mercado laboral recuperou algum dinamismo e, apesar de não ser suficiente para resolver alguns problemas estruturais, como o desemprego de longa duração ou o desajuste de talento, existe agora um esforço visível para os discutir e para que haja uma comunicação mais produtiva entre o sistema de ensino e os empregadores. Por outro lado, a falta de talento em sectores altamente qualificados, como Tecnologias de Informação, mantém as pressões salariais elevadas.”

O relatório também releva ainda que:

– À medida que a escassez de competências aumenta na Europa, a pressão começa a estender-se também ao mercado laboral de países como a Ásia, China e Índia. Do outro lado do mundo, os EUA têm de lidar com níveis de desajuste de talento muito elevados, enquanto na América Central e do Sul aumenta o desemprego e as vagas disponíveis.

– Alguns governos estão a conseguir ter um impacto positivo através da implementação de políticas que ajudem a potenciar o mercado laboral. O governo japonês, por exemplo, introduziu novas políticas destinadas a impulsionar o número de colaboradoras do sexo feminino e de imigrantes qualificados, enquanto algumas reformas estruturais na Bélgica estão a ajudar a melhorar o mercado de trabalho de um modo geral.

No entanto, podemos estar perante uma mudança no actual panorama de escassez de competências. O rápido aumento da robótica e automação poderá ajudar a aliviar a escassez de competências global, permitindo aos profissionais dedicar-se a mão de obra mais qualificada.

A Hays Índice de Competências Globais fornece uma pontuação para cada país de entre 0 e 10, que mede as pressões presentes no seu mercado de trabalho. A pontuação é calculada através de uma análise de sete indicadores igualmente ponderados, cada um cobrindo diferentes dinâmicas do mercado de trabalho, tais como os níveis de educação, a flexibilidade do mercado de trabalho e as pressões salariais.

Uma pontuação global de acima de 5,0 indica que o mercado de trabalho está mais “tenso” do que o normal. Uma pontuação abaixo de 5.0 indica que o mercado é “mais flexível” do que o normal. Dentro destas pontuações gerais, no entanto, a pontuação atribuída a cada um dos sete indicadores pode variar significativamente, com destaque para as diferentes dinâmicas e pressões enfrentadas por cada país.

Fonte: Hays via Ana Isa Santos | Imagem (ilustrativa): Hays via Ana Isa Santos


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